terça-feira, 19 de junho de 2012


O PAÍS DAS MARAVILHAS

Artigo de Paulo Morais no Correio da Manhã



Bankster
O favorecimento ao sector financeiro só é possível porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal



Os bancos portugueses estão sem dinheiro e perderam a credibilidade. Limitam-se agora a sugar os recursos duma economia que deviam apoiar mas apenas parasitam.
Estão hoje, na generalidade, descapitalizados. A abarrotar com créditos incobráveis, os bancos escondem ainda uma bolha imobiliária gigantesca, resultante de empréstimos mal concedidos e até arbitrários.
Depois de anos de má gestão e escândalos, os bancos estão agora de mão estendida. Mais uma vez, o estado português virá em seu auxílio, desviando recursos da economia real. Dos 78 mil milhões recebidos da troika, cerca de quinze por cento destinam-se a apoiar a banca. E adivinha-se que nem sequer será pela via de empréstimos, pois os bancos não quererão devolver o dinheiro. Será em alguns casos sob a forma de aumento de capital, mas sem que o estado sequer intervenha na gestão. O estado paga, mas não manda.
Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex--políticos.
Alguns, mais promíscuos, mantêm ligações ao sector financeiro em simultâneo com o desempenho de funções públicas. Há situações que assumem mesmo foro de indecência, como a de Vera Jardim, que acumulava a presidência da comissão parlamentar de combate à corrupção com a superintendência do Banco Bilbao Viscaya; ou a do deputado Frasquilho, que integra o grupo encarregado de fiscalizar o plano de assistência financeira e trabalha no BES, potencial beneficiário desse mesmo programa. Até na supervisão, o insuspeito Banco de Portugal acolhe nos seus órgãos sociais celebridades ligadas à banca privada, como António de Sousa ou Almerindo Marques. Incumbidos de se pronunciarem sobre a actividade do banco central, controlam a entidade que supervisiona o sector ondetrabalham.
Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

GANHÁMOS E PASSÁMOS

Ganhámos à Holanda com o melhor jogo dos três. E ganhámos porque Paulo Bento deixou de ser burro e libertou Cristiano Ronaldo para as funções a que está destinado: jogar mais interior, não ter que marcar os adversários, a não ser na zona defensiva adversária, e aparecer na cara do guarda redes como só ele sabe fazer. E agora? agora é fazer o mesmo: ganhar!

domingo, 10 de junho de 2012

EUROPEU DE FUTEBOL

Começou o europeu e Portugal voltou ao tempo da vitórias morais.  A nossa equipa não fez em 70 minutos o que conseguiu nos últimos 20. Não podemos jogar para empatar. Sempre e contra qualquer equipa temos que ir para a vitória. Ficamos à espera de quarta-feira para ver se houve ou não tiroliroliro, trólaró ou festança a mais.




segunda-feira, 21 de maio de 2012

TRIBUTO A PAUL MC CARTNEY

Espectacular o vídeo que está a circular no youtube sobre a gala que presta homenagem  a este beatle. O Kennedy Center encheu-se para ouvir grandes nomes da música interpretarem temas dos Beatles. I say hello. let it be, penny lane e outros êxitos foram cantados por nomes como Nora Jones, Steve Tyler's ou James Taylor. Na tribuna de honra o presidente Obama e esposa dançaram ao som dos Beatles.

sábado, 5 de maio de 2012

HOMENAGEM À PROFESSORA IDALINA


Quero aqui prestar homenagem à minha professora da 4ª classe, que faleceu em Abril deste ano. Deste grupo apenas meia-dúzia prosseguiram os estudos e foi graças a ela,  que se dispôs graciosamente a preparar-me para o exame de admissão ao ciclo preparatório, que consegui ir para o Barreiro e frequentar o Curso Comercial. Este foi o tempo da meninada que usava bata, que brincava na rua, que respeitava os mais velhos e que sabiam a tabuada. Muito contribuíu para isso a professora Idalina. Que descanse em paz!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

OS TRÊS PINGOS


AI MAIO DO MEU CORAÇÃO


- Um governo sem um pingo de vergonha

- Um país com pingos de chuva

- O Zé povinho com um pingo-doce

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 DE ABRIL

Lembro hoje aqui, neste dia histórico, o BART 1924 e os camaradas que estiveram em Angola.

sábado, 21 de abril de 2012

RECORDAÇÕES...







Fui desencantar esta foto no baú das recordações. Centenas de fotografias moram em caixas arquivadoras à espera de serem colocadas em álbuns.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

FINALMENTE

Há muito que ando a falar das questões menores com que nos defrontamos no dia a dia. Finalmente alguém, na sua cidade, quer pôr cobro a isto. Estou a falar do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que quer estabelecer multas para quem cuspir para o chão, para os riscadores de paredes (que se intitulam "grafittis"), para os donos dos cãezinhos que andam por aí a dejectar as ruas e para outras situações de falta de civismo. Não era sem tempo e espero bem que outros presidentes e outras cidades sigam este exemplo. Diziam os ingleses dos portugueses, no livro de Vitorino Nemésio "Mau tempo no Canal": "estes portugueses ainda continuam a cuspir para o chão..." Isto no século dezanove...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

QUINHENTOS

QUINHENTOS


são quinhentos os que partem todos os dias
são quinhentos aqueles que se fazem ao mar
são quinhentos que abrem hemorragias
num país que não pára de sangrar.

e esta sangria que teima em continuar
abrindo feridas em corpos desatentos
é mal que faz a barca naufragar
e levar para o fundo tantos quinhentos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FEIRA DA LADRA

Hoje fui à feira da ladra! há quanto tempo não percorria os caminhos que vão dar a esta tradicional feira lisboeta. As ruas pejadas de gente, os feirantes espalhados por todos os espaços imaginários, as bancadas com todas as "velharias" desordenadas pelas bancas, o chão de lençóis atapetado, cobertos de artigos novos e velhos, são o chamariz para quem procura a "tal" peça a preços irrisórios. A feira da ladra continua igual a si mesma. Notting hill é uma feira em Londres mas de uma só rua. A feira da ladra é uma feira de todos os espaços. Inigualável!





Feira da Ladra

sábado, 14 de janeiro de 2012

DIA 14, POEMA VINTE

VAMPIROS



tanto canto tanto mar
tantos vampiros tanta orgia tanto manjar
e nós
marinheiros
sem sabermos nadar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

DIA 13, POEMA DEZANOVE

VOLTAR


Todas as cidades são rios que nos levam até ao mar
e do mar ao horizonte e do horizonte ao além
todos os rios são navios que vão pelos oceanos
todos os homens são marinheiros que não sabem navegar
todas as horas são dias todos os dias são anos
e nem todas as sementes voltarão à terra mãe.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

DIA ONZE, POEMA DEZOITO

MARINHEIROS



se formos todos marinheiros se em navios de breve esperança
navegarmos em tumultuosas marés
quem ficará para chorar a nossa ausência?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

DIA DEZ, POEMA DEZASETE

QUE ILHAS TENS TU


que ilhas tens tu para me dar
que ilhas me dás para descobrir
se eu partir rio abaixo até à foz
se eu da foz me fizer até ao mar


fazer-me ao mundo sem ter lugar
olhar para trás e poder sentir
que havendo mar não cala a voz
das ilhas que vamos despertar.

DIA DEZ, POEMA DEZASSEIS

AINDA O MAR


cumpriu-se o mar de Pessoa, cumpriu-se de ti Sofia
esse mar novo que nos deste
que falta cumprir meu amor? se em nós o mar
é desafio ou fatalidade
se o destino é este fado património de nós
que nos tolhe ou desafia
e nos faz zarpar sem saber afinal
se vamos cumprir Portugal.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DIA NOVE, POEMA QUINZE

CANTO CORAL


do coro dos pássaros solta-se o canto
que os peixes ouvem no seu coral
é a brisa leve que quebra o espanto
é o mar a madrugada o madrigal
que invade e suaviza o meu pranto.

domingo, 8 de janeiro de 2012

DIA OITO, POEMA QUATORZE

OS NOVOS DO RESTELO


estou sentado ali à beira do poema, que se faz rio ou mar
numa fronteira que não vislumbro
procuro desesperadamente os velhos do Restelo
quero saber se o mar tem volta
quero saber se os navios ou naus ou caravelas
têm o mesmo destino que os seus pensamentos
mas ninguém me ouve ninguém me responde
só os novos de S.Bento me apontam o caminho
lá do alto do seu castelo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

DIA SETE, POEMA TREZE

NAVEGAR


Há um farol que me indica, vai por ali, que aqui não tens mais cais para atracar
e eu subo ao cesto da gávea tentando descortinar por entre o nevoeiro o barlavento.

Range o cabo da amarra, solta-se a mezena, não há molinete que segure a vela
e eu, agora no convés, procuro o leme que leve a bom porto a caravela.

DIA SETE, POEMA DOZE

GEOMETRICAMENTE


por mares geometricamente navegados
já não vamos dar mundos ao mundo
vamos por esses oceanos bolinados
tentar que a nau não vá ao fundo.

e se os nossos antepassados arribaram a porto seguro
nós, navegando, alteramos a geometria do futuro.

DIA SEIS, POEMA ONZE

BARCO DO TEMPO


Não vale a pena medir as tempestades
que o barco do tempo que não temos terá que navegar nelas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

DIA CINCO, POEMA DEZ

NÃO SEI DE COR AS ILHAS


Já não sei quantas ilhas temos mas sei do mar que as rodeia
sei dos ventos e tempestades que por entre escarpas de silêncios
fustigam os rostos comiserados de quem não quer partir.

Já não sei quantos sorrisos temos mas sei desta teia
que nos envolve e força a ausência
coarctando-nos o amanhã que há-de vir.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

DIA QUATRO, POEMA NOVE

CORAIS


se nas águas das ilhas houver corais
eu gostava de mergulhar no ventre do mar
e saber dos peixes porque é que tu
que partiste noutras marés
estás agora a voltar.

DIA QUATRO, POEMA OITO

EMIGRANTE


será exílio ou oportunidade esta geografia que nos dão
cobrindo o vazio que nos resta na terra mãe
em dia de mar novo dividir o tempo em navegação
partir como colonizador e chegar como refém
a terras onde outrora erigimos um padrão.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DIA TRÊS, POEMA SETE

ESTE MAR VELHO


este mar velho que inundou as nossas vidas
era um jardim proibido de rostos entristecidos
moldados a fogo pelo tempo e pelas ânsias vividas
num caldeirão de tumultos repetidos.


será que este mar velho que não queremos
que banha as praias do nosso querer
e se enrola traiçoeiro no extenso areal
pode um dia sem nós nos apercebermos
agonizar e pouco a pouco morrer
fazendo nascer um mar novo real.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

DIA DOIS, POEMA SEIS

AS COISAS


das coisas os nomes vamos esquecendo
e tu meu amor esqueceste o mar
mesmo quando o mar morrendo
nos faz chorando, zarpar.

outra vez os nomes das coisas do mar
outra vez as coisas, as naus, as velas
outra vez marinheiros a navegar
mas agora outros nomes têm elas.

Agora os marinheiros voam pelo ar
e aterram os nomes das coisas no chão
porque tu meu amor esqueceste o mar
e naufragas nas marés da ilusão.

DIA DOIS, POEMA CINCO

O NOME DE OUTRAS COISAS


descobrir outra revolução, quando o teu corpo jaz aqui e arrefece
é como mergulhar no oceano sem saber nadar e no entanto
as areias inquinadas que o mar beija e o sol aquece
são as esperanças que se estendem pelo manto
e se espraiam pelo sonho que não se desvanece.

DIA DOIS, POEMA QUATRO

GEOGRAFIA


Sentem-se as areias movediças debaixo das estruturas
o esqueleto balança prestes a se afundar e não sei
se esta dança de visões apocalípticas futuras
sejam no final a realidade que no futuro encontrarei.

A nossa geografia desfez-se para nosso desencanto
de padrão em padrão o mar não é mais nosso
de Camões aos lusíadas não há mais canto
do império que éramos não somos mais que um esboço.

Somos do império restante este pequeno nada
mortalmente encostados ao sul, globalizados
somos apenas marinheiros de palavra acabada
e acabaremos colonizadores escravizados.

domingo, 1 de janeiro de 2012

DIA UM, POEMA TRÊS

SILÊNCIO


Agora que os silêncios se tornam menos solitários
e se ouve ao longe o lento borbulhar das marés
é tempo de rios e ribeiros serem solidários
e desaguarem tumultuosos a nossos pés.

DIA UM, POEMA DOIS

NOITE


que poderei eu ver nesta noite que nos cobre?
que poderei eu sentir debaixo desse negro manto?
a não ser uma pequena luz ténue e pobre
que ao anoitecer me quebra o pranto.

Quando à noite as ruas e vielas escurecem
e o sonho abre oceanos de lembranças
as palavras nascem em mim, amadurecem
e voam pelos céus velozes como lanças.

DIA UM

POEMA PARA SOFIA


Na tua geografia do mar plantaste corais e medusas e anémonas
deste um mar novo a um país de navegações e
no tempo dividido deste o nome às coisas.

Estamos nesta ilha de navegadores e em dia de mar
não sabemos se vamos naufragar.

sábado, 31 de dezembro de 2011

ANO NOVO, VIDA NOVA

Aqui fica a esperança, só a esperança, de que o novo ano não seja tão mau como se perspectiva. Este país de marinheiros navega em águas turbulentas e não se vislumbra terra à vista. É preciso segurar a nau, içar as velas, bombear a água para fora e zarpar com rumo certo. Já fomos imperadores no mundo, percorremos mares e oceanos, fixámos padrões em terras distantes, será que em terras de Afonso Henriques não conseguimos erguer a nossa bandeira? UM BOM ANO PARA TODOS!

REVISTA DO ANO

O MELHOR DO ANO:

- O casamento do João Pedro em Julho de 2011
- A exposição colectiva, "Diálogo de gerações" com a Rita, o João, a Matilde e o Gustavo.

O PIOR DO ANO:

Os partidos, os políticos, os economistas e toda a cáfila de fazedores de opinião, que dizendo que sabem tudo, afinal não sabem nada e deixaram este país para além do imaginável.

domingo, 25 de dezembro de 2011

EXPOSIÇÃO

Esta exposição encontra-se patente na Biblioteca Piteira Santos, na cidade da Amadora e situa-se junto à Academia Militar. O horário é das 10.oo às 18.00 todos os dias menos ao Domingo.

EXPOSIÇÃO

Aqui fica o horário da exposição, que junta três gerações de artistas plásticos da mesma família. A não perder até 17 de Janeiro de 2012.

OS REIS MAGOS E A TRÓIKA

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivmeZ9tA7YUuJiLEaKjeN87B3SW2j7ziR61sxP3lHzVeMiEf6_UtRbcObtkVkMHcffZtyx5VX57o9OsBej-H7k2msrsC-2a-YtageaU-alN1WXyp_IpdR3voqnwleBgx5Azbdj/s1600/reis+magos.jpg

Diz a lenda que três reis magos, montados em camelos, foram a Belém levar ao menino, o ouro que representava a realeza, o incenso que representava a fé e a mirra que era uma resina anti-séptica.

Diz o passado recente que três subalternos tróikianos, montados em audis, bmw e mercedes, passaram por Ajuda e Belém e aterraram no Terreiro do Paço para nos contar o ouro, restringir a fé e sedar com mirra.


Diz a realidade que o rei mago Gaspar, montado em nós, camelos, nos anda a gamar o ouro, a lançar fumaça para os olhos ( matando a fé e a esperança) e a fazer-nos mirrar, intoxicando-nos com a mirra (leia-se conversa da treta) esse produto resinoso e anti-séptico que serve para embalsamar o zé.








VOU EMIGRAR!

Vou para fora, cá dentro! Vou emigrar deste país da treta, destes políticos de meia-laranja, sabichões de meia-tijela, que prometem e não cumprem (ao povo) e cumprem o que os outros ordenam. Vou emigrar desta gente que só agora "cantam" o que há muito nós andamos a "cantar". Porque chegámos aqui? Com tantos doutores, sabedores e fazedores de verdades, o que fizeram? o que previram? Meus queridos, depois de sair a lotaria, também eu sei os números. Isto já não vai com palavras mansas, precisamos de uma revolução de outras palavras, precisamos da palavra das mulheres, dos reformados, da classe média. Temos que dizer não a esta classe política. Querem que nós emigremos, pois eu digo: imigremos!

É NATAL

Há quase dois meses que não escrevo uma palavra neste blogue. Não sei bem porquê. Talvez porque a vida de um reformado é, ao contrário do que muita gente pensa, uma vida agitada, cheia de pequenos nadas, que por portas e travessas preenchem os minutos preciosos dessa vida. Talvez porque os dias correm céleres, sem aviso do tempo percorrido e assim, galgando minutos e horas a velocidades estonteantes esmagam os afazeres deixando um rasto de saber a pouco. Mas apesar de tudo, viva o tempo, o que já percorremos e o que falta percorrer. Mais dias virão e com eles, as palavras, os gestos, os actos. Boas festas e bom ano!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

OH SE IMAGINAMOS...



Imaginem
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.

Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.

Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.

Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.

Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.

Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.

Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.

Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.

Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.

Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.

Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.

Eça escreveu sobre os dias de hoje. Já lá vão mais de 100 anos


Conhecido pelo realismo da palavra, Eça de Queirós versou sobre um país só comparável à Grécia, nas "Farpas" de 1872. Mais de 100 anos depois, a Renascença encontrou "queirosianos" num espaço que o próprio escritor frequentou e foi tentar perceber, com Eça como mote, o que mudou em Portugal.












Há um "cliché" que versa sobre as palavras e que diz que "há frases sempre actuais". Quando se espreita as páginas escritas por Eça de Queirós há mais de 100 anos, percebe-se que a actualidade é um tempo que se estende por vários séculos.


"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito", escreveu Eça nas "Farpas", em 1872. Fora do contexto, até pode parecer que foi pensado para os dias de hoje.

“Se lermos o Eça neste momento, verificamos que algumas páginas parecem completamente actuais. Uma crítica muito grande às elites e à sua debilidade, uma incapacidade total de sermos respeitados internacionalmente, um desprestígio internacional que só perde para a Grécia", diz à Renascença o advogado Pedro Rebelo de Sousa, que frequenta regularmente jantares "queirosianos" no Grémio Literário de Lisboa. Curiosamente, o mesmo Grémio que Eça costumava frequentar.

Além da ponte que estabeleceu com a Grécia, que é mais actual que nunca, Eça também escreveu sobre o receio de uma crise perene. “De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura”, lê-se numa correspondência do escritor, datada de 1891.

O actual embaixador de Portugal em Paris, que também frequenta os encontros no Grémio, não tem dúvidas. “Há muitas coisas que ele dizia da sociedade portuguesa do seu tempo que aplicaria à sociedade hoje”, refere Francisco Seixas da Costa.

“O Eça era um homem hipercrítico em relação a Portugal e esse hipercriticismo traduzia muito do que era o seu amor a um certo Portugal”, prossegue o embaixador. “O Portugal em crise era um pouco um Portugal que ele sofria...Se fosse vivo hoje, Eça teria alguns adjectivos que ficariam famosos na nossa imprensa”, observa o Francisco Seixas da Costa.

O elemento trágico
Portugal mudou significativamente desde que Eça esreveu "As Farpas"? O embaixador de Portugal em Paris divide o seu raciocínio em duas metades: há elemento trágico e um vislumbre optimista.

“O Eça nasceu há 165 anos e Portugal é um país que manifestamente, em nível de vida, melhorou bastante”, começa por dizer Francisco Seixas da Costa. “Acontece que Portugal ainda não se libertou de um elemento que é quase endémico nos seus ciclos - a emigração”, constata o embaixador.

“A emigração é um elemento trágico para um país”, acrescenta Francisco Seixas da Costa. “É a prova provada de que um país não conseguiu encontrar para os seus cidadãos soluções de vida dentro da sociedade”, argumenta.

Continuar a ser Portugal
Homem dos dias de hoje, o escritor Miguel Sousa Tavares cruzou-se com a Renascença no encontro do Grémio. Quando recorda o que Eça escreveu sobre a sociedade portuguesa de hoje, conclui que afinal parece que não se estava assim tão mal.

“O Eça seria talvez mais cáustico do que nós ainda somos e isto é um factor de optimismo - para Eça, Portugal há 100 anos não tinha futuro e nós ainda aqui estamos. Portanto, talvez continuemos”, diz Miguel Sousa Tavares.

Para o embaixador do Brasil em Portugal, Eça faz parte da estirpe de escritores que são autores de todos os tempos, de todas as eras. Mário Vilalva fez parte do painel que debateu há dias, no Grémio Literário de Lisboa, o escritor português.

"Eça e a sua obra são absolutamente intemporais, ou seja, podem ser vistos em qualquer um dos tempos e podem ser comparados com os tempos em que estamos vivendo no dia de hoje”, sustenta Mário Vilalva.

O embaixador brasileiro em Portugal sublinha ainda que Eça escreveu também sobre o que se encontra no lado de lá do Atlântico. "Os 'tipos' [sobre os quais] Eça de Queirós [escreveu] também poderiam ser encontrados no Brasil com muita facilidade, talvez até em mais quantidade - é muito actual."

As notícias exageradas da morte de Portugal
E hoje, como seria a análise do escritor de “Os Maias” e de “A Cidade e as Serras” a Portugal? Mariana Eça de Queirós olha para o busto do seu bisavô no bar do Grémio e responde convictamente que “veria da mesma maneira que via antigamente”.

“De uma forma crítica, uma crítica construtiva, porque não era propriamente fazer troça dos portugueses, nem falar mal”, assegura. “Era no sentido de irritação, pelo facto de os portugueses não serem mais evoluídos do que eram e do que são”.

Para Pedro Rebelo de Sousa, não é bem assim. “O mundo do Eça era o de um país com profundos atrasos e hoje Portugal, numa crise financeira, é um país diferente”, diz.

Miguel Sousa Tavares mantém a tónica optimista. "Mudou muita coisa, as situações não são comparáveis. Só espero que hoje, como então, as notícias da morte de Portugal sejam exageradas."

E sobre a crise financeira, o que teria Eça de Queirós a dizer? Pelo menos sabe-se o que pensava em 1867, num artigo publicado no "Distrito de Évora": "Hoje, que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução".

Mas Eça também era um optimista. "Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."



sábado, 22 de outubro de 2011

ENTÃO E O POVO, PÁ?

Estão a matar os ditadores, porque estavam a "lixar" o povo, ok!
e então os "democratas" que têm enterrado este país?

sábado, 17 de setembro de 2011

BART 1924

Hoje foi o dia do almoço convívio dos camaradas da Ccs do Bart 1924 que nos anos 1967 a 1969 acamparam por terras de Angola, nas povoações de Cuimba e Maquela do Zombo, hoje por hoje, cidades da nova Angola. O último convívio organizado por mim, pelo João Teixeira e pelo Cerejo foi em 2006 no CAS RUNA, centro de apoio social do exército, localizado em Runa-Torres Vedras. Agora, o Patrício, o Victor, e o Ângelo Almeida, tomaram a iniciativa e em menos de um mês puseram de pé esta almoço, realizado em Leiria, no restaurante a grelha. E em menos de nada, aí pelas dez da manhã começou a chegar a "malta" da velha guarda. Uns reconhecíveis, outros, mais gordos, outros carecas e muitos, muitos de cabelo branco a pintar as cabeças onde em tempos de guerra assentavam as boinas e os quiques esverdeados e também aquele pó encarniçado que "alcatroava" as picadas que nos levavam à guerra. Devido a algumas circunstâncias o camarada mais graduado neste convívio foi o Sargento-mor Carlos Silva. O sorja Silva, mecânico e baterista no nosso conjunto musical "os arietes", foi assim eleito o comandante desta "tropa", armada de garfo e faca, de dentes afiados e conversa fiada até às tantas da tarde.

sábado, 3 de setembro de 2011

PESSOAS DE QUEM EU GOSTO

Este país ainda tem gente de valor. De vez em quando aparecem na televisão e falam com aquela sabedoria dos homens de valor. Tenho referidos alguns aqui neste blog, hoje vou falar de um, que tenho acompanhado nalguns colóquios e conferências que o El Corte Inglés tem levado a efeito sobre diversos temas. António Barreto foi hoje falar a uma conferência de jovens do PSD, e mais uma vez demonstrou a sua sensatez na análise aos problemas do país. Vale a pena ouvir António Barreto, pena é que não o oiçam! Portugal tem homens capazes, mas infelizmente a maioria dos que nos governam são homens pequenos.

sábado, 27 de agosto de 2011

E O BURRO SOU EU?

luxo. Hábitos e extravagâncias da elite em Luanda
Têm muito dinheiro e gastam muito dinheiro. Em casas, barcos, aviões
particulares, compras e festas - por tudo e por nada. Sete mil euros numa noite?
É normal. Setecentos mil numa festa de anos? Também. Por Isabel Lacerda
COMO VIVEM os

RICOS
na cidade mais

cara
do mundo
A colecção de
casas, os bairros elitistas e a multidão de empregados
O carro circula na zona mais nobre da cidade. Bem no centro de Miramar, o condutor abranda, baixa um dos vidros escurecidos e anuncia-se. O segurança privado, armado com uma metralhadora AK47, repete o nome para um walkie-talkie. Dentro dos muros altos que rodeiam a moradia de sete quartos, alguém confirma que a pessoa é esperada e autoriza a entrada. Lá dentro estão outros cinco ou seis seguranças. E no acesso à garagem podem estar seis viaturas, todas de luxo, todas da casa, onde moram quatro pessoas.
A frota familiar inclui um BMW, um Audi, um Range Rover, entre outros carros topo de gama. Os automóveis podem ser conduzidos pelos proprietários ou por um dos cinco motoristas: um para o pai, outro para a mãe, um para os assuntos da casa, como levar as empregadas às compras, e dois para os filhos que ainda lá moram - os outros três já saíram de casa e têm carros e motoristas próprios.
A família não dispensa a ama, para quando os netos lá vão, e a equipa de empregados completa-se com um jardineiro, uma cozinheira, uma lavadeira para tratar da roupa e três mulheres para "limpar e arrumar", como explica o membro desta família que falou com a SÁBADO, mas prefere manter o anonimato. Por motivos de segurança e de discrição, admite apenas apresentar-se como filho de dois empresários, um dos quais ligado "ao partido" - o MPLA, evidentemente.
Esta família tem ainda duas casas em dois condomínios privados de luxo em Talatona, na zona sul de Luanda, mais uma na primeira linha de praia na ilha do Mussulo; outra em Lisboa (onde um dos filhos estudou), mais uma em Londres (onde estudou um segundo filho) e outra na África do Sul ("para fins-de-semana ou para quando vamos ao médico"). Somando, o pessoal de apoio mínimo necessário em cada uma (seguranças, empregadas, motoristas, conforme os casos), são "pelo menos 15 a 20 mil euros por mês", só para empregados.
Parece extraordinário, mas, em Luanda, não é. Mais casa, menos casa, mais carro, menos carro, mais empregado, menos empregado, este é apenas um de muitos exemplos de como vive a elite angolana na cidade mais cara do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, Luanda ganhou a todas as outras 214 cidades avaliadas pela consultora Mercer, no maior estudo feito sobre o custo de vida para os trabalhadores estrangeiros. Ao contrário destes, os membros da alta sociedade não precisam de arrendar casa pelos preços exorbitantes praticados na capital angolana, mas compram-nas, várias, nas zonas mais exclusivas e caras.


LUANDA


ANGOLA TERRA PROMETIDA

Angola, Terra Prometida

ANGOLA

Angola de ontem , Angola de hoje. Durante a minha curta estadia de férias no Algarve, li o livro de Ana Sofia Fonseca "Angola terra prometida" que narra a vida que os portugueses deixaram. Nessa mesma semana saiu a revista Sábado, com o título " Luanda, a vida de luxo na cidade mais cara do mundo". Aconselho todos os meus amigos a lerem estes dois documentos. E como diria Scolari: e o burro sou eu?...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CUIMBA

Foi aqui nesta pequena aldeola que vivemos ano e meio. Um aquartelamento sem grades, sem redes, sem fronteiras. Três ou quatro casas coloniais, uns quantos barracões de chapa zincada e o capim por vedação. O mato por ali era mato. Ao longe a serra da Canda como cenário. A avenida da Liberdade atravessava o aquartelamento, com o seu pavimento de areia avermelhada, começando no términus da picada que vinha de S.Salvador e terminando na picada que seguia para Coma e Luvaca, poisos dos aquartelamentos que albergavam outros militares, outras companhias. Mais tarde o nosso batalhão construiu um aldeamento para os nativos. Hoje Cuimba está diferente, é uma vila com milhares de habitantes, vindos do Congo e de outra regiões, fugidos da guerra fraticida que se estabeleceu. Aquelas casas coloniais estão hoje destruídas e milhares de cubatas invadiram Cuimba. Espero publicar em breve imagens do google terra que permitem ver a realidade destra terra do norte de Angola.

CUIMBA 1967 /1968

http://www.prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/Angola/Cuimba/Cuimba004.jpg

terça-feira, 21 de junho de 2011

A GUERRA COLONIAL

Se tiverem o cuidado de ir à minha página do facebook constatarão que a foto que lá está, foi retirada duma fotografia do meu batalhão aquando da nossa partida para Angola. Ali, no cais da fundição em Santa Apolónia, nos alinhámos para as despedidas dos pais, dos familiares, dos amigos e também do solo pátrio. Como éramos jovens e como éramos todos bons rapazes... dali partimos em 1967 no navio "Niassa" e uns bons metros mais à frente no cais da Rocha de Conde de Óbidos, chegámos em 1969 a bordo do navio Império. Fomos à guerra e voltámos. Cinquenta anos passados do início das convulsões é bom lembrar que houve guerra, para o bem e para o mal, aconteceu, e atingiu grande parte da nossa juventude, homens e mulheres, mães e pais, namoradas que ficaram, esposas que partiram. Vamos lembrar.

O FACEBOOK E A GUERRA COLONIAL

Não tenho ligado muita importância ao facebook mas agora que um amigo meu "postou" fotografias da guerra colonial, tenho levado o tempo a comunicar com alguns camaradas que comigo estiveram em Angola. É o tempo de recordar e lembrar que estamos vivos. Agora, tenho que ir ao meu baú de recordações e vasculhar velhas fotos para colocar no face e no blog.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

50 ANOS DE GUERRA

Angola 1961.Faz agora cinquenta anos que começou a guerra no ultramar. Uma guerra esquecida por um país inteiro mas lembrada por aquela meia-dúzia que deu da sua juventude a sua quota-parte. Mas há quem queira relembrar a este país que houve uma guerra. De Coimbra veio o grito, do CES, Centro de Estudos Sociais, da Universidade, a acção. A pesquisa e a recolha de material poético para memória futura. Assim nasceu a "Antologia da memória poética da guerra colonial". Graças ao trabalho de uma vasta equipa chefiada pela Drª Margarida Ribeiro foi possível reunir centenas de poemas de guerra, seleccionados, tratados e inseridos nas 646 páginas que esta antologia nos oferece. É uma honra para mim estar representado nesta obra, ao lado de grandes vultos da poesia portuguesa, os que por lá andaram, os que por cá ficaram e os outros que fugiram da guerra. Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Fernando Assis Pacheco, Fiama Pais Brandão,António Gedeão, Manuel Alegre, Jorge de Sena entre outros, são alguns dos poetas que marcam este livro. A minha memória também lá está.

domingo, 15 de maio de 2011

A MALTA DA AMADORA

A cidade da Amadora já não é o que era. Lá vai o tempo que o Recreios da Amadora, o ring de patinagem, a havaneza e até a Ninfa eram locais de "culto". Hoje, ciganos, pretos, romenos e outras etnias ocupam o centro da cidade. A gente da Amadora, aqueles que aqui nasceram, que frequentaram o Alexandre Herculano e o Mestre de Avis, partiram há muito para outros lugares. Foram à vida, mas ficou aquele resto de saudade, e de vez em quando dão um salto à infância. Não é de entranhar pois, que um grupo de carolas se lembre de fazer de quando em vez, um almoço, para juntar à mesma mesa "a malta" e reviver o passado, contar o presente e para todos eles, não pensar no futuro.
Foi o que aconteceu ontem, Sábado, num restaurante de Tala, ali para os lados de Belas, onde se reuniram mais de setenta destes pioneiros amadorenses. Um obrigado ao Félix, mais conhecido pelo pássaro, que teve esta trabalheira toda. Voltarei ao assunto.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

CORTES?

Toda a gente fala agora nos direitos adquiridos. Toda a gente fala mas sempre com o Zé na mira. Eu cá por mim não me importo desde que o corte seja para todos, assim:

- que tal termos só 150 deputados?
- que tal a reforma dos deputados ter eficiência apenas quando forem para a reforma com a mesma idade do Zé (65 anos) ?
- que tal toda a gente ter apenas 2 empregos?
- que tal acabarem com as secretárias, assessores, consultores e outros doutores?
- que tal refazerem as reformas daqueles meninos que têm várias, por terem trabalhado um ano ou dois em qualquer "boteco" e transformar esses grandes tachos, numa só reforma no fim do tempo limite de trabalho?
- que tal acabar com um sem número de fundações e institutos que só mamam à conta?
- que tal acabar com a renovação das ditas "bombas"?
- que tal acabar com os cartões de crédito, as ajudas de custo e outras tetas que só depauperam a "Cornélia"?


e não venham com a treta de que os direitos adquiridos são só para nos baixarem a reforma e tirar os 13º e 14º mês.

ELEIÇÕES

Não quero acreditar no dizem as sondagens! E se no dia da prova dos nove, Sócrates vier à tona, desde logo peço a minha demissão de português, vou filiar-me noutro país ou vou para a terra do meu pai, os Açores, faço uma revolução e torno o arquipélago independente! Este país tem o povo que merece.

sábado, 16 de abril de 2011

AI A CRISE

Uns quantos senhores pintam a manta
mas o que me surpreende e espanta
é que uns vão de férias p/manta rota
e os outros estão na banca rota

PORTUGAL

Há meses veio a drª Manuela Ferreira Leite dizer aos portugueses que era melhor fechar a democracia por seis meses e dar a volta a isto. Caíu o Carmo e a Trindade! Hoje, o ilustre advogado e manda- chuva da respectiva ordem, Marinho Pinto, vem dizer-nos que seria bom fechar a porta da democracia por um dia, fazendo greve às eleições. Fico à espera das respectivas reacções. No entanto, lá por cima, no assento etéreo, o senhor António deve estar a dar umas boas gargalhadas, ele que era um adepto incondicional da não-democracia.