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terça-feira, 28 de abril de 2009

INDIFERENÇA

Dói-me esta indiferença
este mastigar lento da memória
que cuspo angustiado
nas balizas do tempo
já não me dói o passado
já não me dói o presente
agoniza-me pensar no futuro.

SEREIAS

No espelho em que me vejo e me invento
imagino as manhãs longas que vou parir
sonhando esse mar chão onde florescem
pequenas sereias de quem acalento
saborear os frutos que amadurecem
à beira-mar do meu contentamento.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

DRAGÕES

Desse leito de palavras ambíguas
onde mergulhámos
saltam dragões que incendeiam
as pontes levadiças
do nosso castelo desencantado.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

VENTOS

Se os ventos que trazem as boas novas
soprassem na direcção do meu navio
o mar revolto em mim seria um rio