Dói-me esta indiferença este mastigar lento da memória que cuspo angustiado nas balizas do tempo já não me dói o passado já não me dói o presente agoniza-me pensar no futuro.
No espelho em que me vejo e me invento imagino as manhãs longas que vou parir sonhando esse mar chão onde florescem pequenas sereias de quem acalento saborear os frutos que amadurecem à beira-mar do meu contentamento.