segunda-feira, 22 de outubro de 2007

AS MINHAS OBRAS DE PINTURA



Finalmente consegui colocar alguns quadros meus no blogue. Até conseguir um site próprio (que está em execução) vou tentar transferir mais algumas pinturas para este meu sitio de conversa. Espero que seja do agrado geral, ficando por isso à espera de comentários ou pedidos de esclarecimento.

domingo, 21 de outubro de 2007

UMA MANHÃ EM LISBOA




Domingo, 21 de outubro de 2007. O tempo já não é o que era, está uma manhã de sol. Percorro o IC 19, volto para os cabos de Ávila, entro para Lisboa pelo alto do Restelo, ladeando Monsanto e Caselas, descendo a larga avenida até ao CCB. Sem trânsito, sem stress, arrumo o carro e caminho paralelo ao Mosteiro dos Jerónimos. Do outro lado o Centro Cultural de Belém e o monumento aos descobrimentos. Entre margens, um rio que desliza suavemente para o mar, canta os heróis navegadores. As Tágides, porventura sentadas nas fontes que povoam os jardins, contemplam o movimento de gentes que percorrem as ruas, na ânsia de beber o néctar de cultura que jorra do Mosteiro dos Jerónimos, do Centro Cultural de Belém, do Museu de Marinha, do Museu de Arqueologia, do Museu dos Coches. Mais adiante junto ao Palácio de Belém, a GNR faz o render da guarda. Tocam as fanfarras , desfilam os guardas e os cavalos, e o povo pára para ver a banda passar. Páro num quiosque e compro um jornal, entro nos pastéis de Belém, tomo um café e um doce, dou uma vista de olhos pelo periódico e vou andando até ao rio. Percorro o espelho de água, sinto o cheiro da maresia, vou pela relva onde os putos em longas correrias, desatinam numa bola. A banda da Guarda Nacional Républicana toca agora no relvado, os cavaleiros evoluem no recinto, desenhando espaços ao som da fanfarra. As esplanadas convidam ao espectáculo e à bebida, o sol continua nesta manhã de Outubro a querer ficar, juntando-se à festa. Retomo o meu caminho até ao CCB, são horas de almoço, a esplanada do terraço da cafetaria é um pretexto para a refeição, o sol, o rio e a paisagem são o complemento duma breve pausa. Lisboa tem sempre estas manhãs, as gentes é que nem sempre se atrevem as disfrutar da magia deste espaço.

sábado, 20 de outubro de 2007

O APITO ENCALHADO EM TALHA DOURADA
OU A JUSTIÇA NESTE JARDIM DOURADO


Podia ser o apinto dourado ou o apito da costa, mas não, é o branqueamento de neve, branco e leve, branco e puro, que apita leve levemente como quem chama assim: não é penalty, não é golo! mas os árbitros senhor, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim? Afinal não é nada, as escutas são apenas uma pequena desconfiança e o Porto pula e avança como bola colorida por entre as mãos duma criança...
A JUSTIÇA NUM PAÍS DE BRINCAR



A casa pia, mas a caravana passa.

domingo, 14 de outubro de 2007

FEIOS, PORCOS E MAUS


Título do jornal Record depois da vitória no Azerbaijão: Scolari não é preciso!
Ah estes ódios de estimação de meia dúzia de jornaleiros.
BREVE RESPOSTA A FERNANDO PESSOA



O poeta não é um fingidor
porque a dor que deveras sente
não é fingimento é a dor
que ele vive completamente

Mas o político que fala e escreve
e trata a dor com desdém
finge que essa dor ele já teve
não é só o povo que a tem

E assim nas calhas da roda
gira a entreter a razão
finge-se democrata da moda
e que se lixe o zé povão.
A PERGUNTA



Porque não abrir um concurso internacional de um outsorcing para governar esta espécie de país?
NÓS OS REFORMADOS




Não sei porquê acho que nós, os velhos, os cotas, os reformados (ah malandros) estamos a mais. Acho não, tenho a certeza, que somos nós que descontrolamos a balança comercial, desequilibramos o défice, enfraquecemos as exportações, levamos para a banca rôta a segurança social. Sem nós este país seria um oásis. Não seria necessária polícia, porque a violência e a gatunagem deixavam de existir; a corrupção acabava porque os corruptos já eram; as salas de chuto não seriam necessárias porque haveria casas vagas com fartura; as seringas desses cotas diabéticos já poderiam ser distribuídas a essa juventude estóica; os políticos já não tinham problemas com os orçamentos; os brasileiros, os pretos, os romenos e todos os indígenas desta globalização triunfante já poderiam dormir descansados, pois já não seriam assaltados nas ruas e nos combóios das nossa cidades. E para que todos possam viver na paz do Senhor, oh nossos bem amados governantes, não nos aumentem só o IRS, dêem-nos uma injecçãozinha atraz da orelha...
EL CORTE INGLÉS




Não sei quantos anos tem o Corte Inglés em Lisboa. Dois ou três, por aí, não tenho bem a certeza. Sei apenas que até há bem pouco tempo tinha ido lá duas vezes e apenas para conhecer o ambiente. Da memória ficou-me apenas aquele descer em caracol até ao parque de estacionamento numa estreita e angustiante descida. Até que, tendo conhecimento que o Corte Inglés estava a realizar alguns cursos, me inscrevi no curso de escrita criativa. Depois tudo mudou, durante quinze dias frequentei a sala do âmbito cultural, conheci alguns escritores, tive como colegas gente de várias profissões, fiz novos conhecimentos, criei amizade com alguns, alarguei o meu blogue a outras personagens. Tornei-me assíduo, comprador até, passei a frequentar a cafetaria e o restaurante e a ver Lisboa do alto do sétimo andar. Acabei o curso, fui de férias e voltei em Setembro para outros prazeres que são os cursos de história de arte e de poesia. Outros cursos estão a caminho, o de História de Portugal e o de Ciência, porém não sei se serei ou não seleccionado, ainda assim divulgarei aos meus amigos e aos meus alunos, esta benesse cultural que o Corte Inglés oferece aos seus clientes. Um obrigado ao El Corte Inglés e em especial à Susana Santos responsável pelo âmbito cultural que tudo tem feito para que estes cursos sejam um sucesso. E são! Bem Hajam.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

11 DE SETEMBRO



As torres caíram em New York, mas renascem.
O meu rio corre desesperadamente para o mar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

HÁ TANTOS PALHAÇOS NA PRAÇA.
UNS FAZEM-NOS RIR, OUTROS CHORAR.



O circo voltou, a Maddie não! E mais não digo!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

segunda-feira, 18 de junho de 2007

CAPARICA NUMA TARDE DE DOMINGO



Sei apenas que era Domingo, ao meio da tarde o sol tentava romper. O mar, esse, verde e bravio esbarrava na muralha de pedra que percorre a larga passadeira esburacada que vai do "barbas" até à praia do norte. O areal da praia, engolido pelas marés vivas, mostra-se aqui e além em pequenos recantos junto aos paredões que quebram a fúria das águas. De nada me serve a brisa agreste que corre, só uma tempestade calaria a minha indignação. Sento-me nos degraus que descem para a praia ausente e olho o mar, só o mar quebra a minha solidão e sonho com vagas alterosas que inundassem a realidade que tenho nas minhas costas e plantassem de novo extensos areais e novas dunas, expurgadas de corpos daninhos. Apenas o mar e um homem novo poderão ser a realidade desse sonho que quebra a monotonia da minha solidão.
FINALMENTE




Após várias tentativas consegui finalmente que o João Pedro me ensinasse a passar as imagens para o blogue. Como não tenho ainda as minhas fotos de pintura e outras no computador fiz um pequeno desenho com as ferramentas do paint. Espero que para carregar a memória com todos os meus trabalhos não seja preciso uma eternidade.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

UNIVERSIDADE SÉNIOR



Estive hoje no almoço oferecido pelos "jovens" estudantes da Universidade Sénior da Amadora aos seus respectivos professores, no finalizar de mais um ano lectivo. "Jovens": casados, viúvos, e divorciados, quase todos reformados (ah malandros) , na sua maioria com uma idade invejável, querendo conhecer mais, aprender mais, dar tudo de si aos outros e receber outros conhecimentos. Uma sala cheia de vida, vivida a cada instante, com uma alegria contagiante. Tanto empenho em querer viver. Mas o apoio a estas instituições por parte do estado é zero! Mas para outras salas, as de chuto, para aqueles que se querem matar lenta ou rapidamente, abre-se o estado todo risonho.
Não é a vida que é uma droga, mas sim o estado.