sábado, 5 de fevereiro de 2011

ELEIÇÕES

Tinha escrito em tempos que não ia votar. Mas votei. Apenas por uma razão: não gosto de traidores!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

BALANÇO PARTE DOIS

J - JOÃO PEDRO - O filho, como sempre parte integrante deste balanço anual. Arquitecto a prazo neste país que despreza os jovens e explora-os.

K - KILAS O MAU DA FITA COM SÓCRATES NO PROTAGONISTA - O mau, o vilão, o pinóquio, o troca tintas, neste país das maravilhas o mal triunfa sempre.

L - LOURDES - A companheira sempre presente, nos bons e maus momentos.

M - MATILDE - Fez cinco anos e faz a alegria de todos. Um espanto!

N - NATAL - O tal que não foi, aquele que se misturou entre comprimidos e xaropes, mas não importa pois o natal é sempre que eu quizer.

O - OBRAS PÚBLICAS - Num país à beira do descalabro ainda há ministros que dizem que sim, que não, que talvez, tudo para bem das construtoras (ai Mota, Mota). A mim dava-me jeito um TGV na porcalhota e um aeroporto aqui para os lados da Cova da Moura...

P - PLANO INCLINADO - A luta de Medina Carreira e companhia. Mas o plano continua inclinado para o lado da mentira.

Q - QUEIJO - Aquilo que muitos portugueses comem em demasia para não se lembrarem das trapalhadas que os governos têm feito.

R - RITA - A filha, gestora de produtos, de equilíbrios, de ponderações.

S - SALAZAR - O homem das culpas todas. Também o livro que me ofereceram no natal, biografia dum pobretanas que morreu "rico" (que o diga o ouro do banco de Portugal).

T - TERTÚLIA - As duas, a da poesia que continua viva e a da "Ninfa" onde meis dúzia de carolas se juntam ao fim da tarde para divagarem sobre tudo e sobre nada.

U - UNIVERSIDADE - A sénior, onde as aulas de pintura e história de arte me fazem sentir vivo.

W - WIKILEAKS - A pura guerra das palavras, das verdades meio escondidas, das mentiras que não sonhávamos. A internet no seu melhor.

V - VAMPIROS - Pois é Zeca Afonso, os teus vampiros são hoje mais e mais refinados. Eles comem tudo e dão de comer aos amigos e não deixam nada. E o António é que era o malandro.

X - XELINDRÓ - O paraíso fiscal ou não para onde deviam de ir os nossos amigos vampiros.

Y - YES - Os yes man que estão sempre sempre ao lado da camarilha.

Z - ZÉ - O desgraçado, o burro de carga, o paga impostos, o desempregado, o f... e mal pago. Abre o olho Zé!

domingo, 9 de janeiro de 2011

O BALANÇO DE 2010 DE A a Z

Vou tentar lembrar-me dos acontecimentos que marcaram este ano passado de 2010.

A - AMADORA - O centro da cidade continua infelizmente abandonado pela Câmara. Sujo e escuro. Os roubos continuam e os romenos também. O bairro de Santa Filomena é outro cancro. O metro vai chegar à Reboleira, mas ao centro não! A estação da CP continua um caos, mas ninguém liga. Os amadorenses que se lixem.

B - BENFICA - A alegria de ser campeão ao fim de cinco anos.

C - CLARA - A Clarinha fez um ano e está reguila até mais não.

D - DOR - A que nos vai na alma por este Portugal sem tino ou destino.

E - EXPOSIÇÃO - A única que fiz este ano em Janeiro no restaurante Embaixada dos sabores.

F - FUTEBOL - Um desporto sem rei nem roque, ou por outra sem roque mas com rei, o rei das escutas, das trafulhices, dos favores, dos chocolatinhos, da fruta, da treta toda que enreda a bola cá do burgo.

G - GUERRA - A guerra da justiça, da Casa Pia, da operação furacão, da face oculta, do freeport e de todas as guerras em que as vitimas são sempre o mexilhão.

H - HUMANISMO - Um país sem humanismo não é país.

IMPOSTOS - O que ontem era mentira, infelizmente hoje é verdade.

O NATAL QUE NÃO TIVE

Não me lembro de um ano em que, tanta coisa havia para fazer e nada fiz, isto porque a tal gripe me levou à cama. A árvore de natal ficou na caixa, misturada com tantas outras no atelier, as prendas ficaram nas lojas à espera que pudesse lá ir, a ceia de natal resumiu-se a um jantar a três com antibióticos com fartura e outras drogas a acompanhar o bacalhau e o bolo rei. O almoço de natal em casa da Rita, com as netas de volta das prendas, ficou-se pela intenção. O jantar com a família do Seixal ficou esquecido mas as lembranças dos pastéis de massa tenra da Maria Antónia não. O fim de ano das passas e do champanhe ficou-se por tchim tchim com sumo de frutos silvestres, apenas com a "Maria" a meu lado como sempre. Se apelar à minha memória, não tenho lembrança de um ano assim.

PORQUE NÃO ESCREVO

Meus queridos amigos, estou desde o dia 10 de Dezembro com uma daquelas gripes que deitam abaixo qualquer bloguista que se preze. Volto agora para pôr a escrita em dia.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

AINDA A TERTÚLIA

MINISTÉRIO


Pessoa a presidente
a 1º ministro talvez Camões
na saúde Miguel Torga
Antero na pasta dos milhões.
António Nobre nos estrangeiros
Jorge de Sena na defesa
de Portugal
Cesário Eugénio e o O'neil
todos na mesma mesa
estoicamente sentados
defendendo o social.
Florbela na educação
na cultura eleita a Sofia
e na assembleia os deputados
todos todos
os amigos da poesia.

AMIGOS DA POESIA

O mote da poesia da nossa tertúlia era exactamente o título em epígrafe e meia hora antes da reunião saiu-me assim:

se os ventos vindos do mar
fossem palavras e maresias
ouviriam este sussurrar
dos amigos da poesia

sussurros revoltas e lamentos
do navegar do dia-a-dia
são tempestades são os ventos
dos amigos da poesia

e se tantos neste naufragar
discutem orçamentos economia
neste país prestes a afundar
são tão poucos os amigos da poesia.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MARIO CESARINY

Thursday, November 26, 2009

MÁRIO CESARINY (LISBOA, 9 DE AGOSTO DE 1923 – LISBOA, 26 DE NOVEMBRO DE 2006)


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O Papá que veio do Leste, Mário Cesariny, 1980


PASTELARIA

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
– ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo:
fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


Mário Cesariny, in Nobílissima Visão, 1959

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

POEMA ESQUECIDO

Descobri este poema que ficou esquecido num pequeno caderno, algures numa gaveta. Vem hoje a lume e está actual.


Sei de um país moribundo mergulhado numa Europa
que tarda em fazer marear as pequenas naus
que nela se aventuraram.

Sei de um país inquinado por marés de incompetentes
que corrompem as amuradas de um barco
que zarpa sem destino.

Sei de um país angustiado que pergunta de boca-em-boca
que presente que futuro que destino.

E os ventos que nos fustigam não trazem novas
são rajadas de dúvidas são males e calamidades
que nos fazem vergar o pensamento
quebrar o corpo aniquilar a esperança.

Sei de um povo que já foi país
que foi para além do seu tamanho
ultrapassou oceanos e adamastores
desbravou savanas no fim do mundo
espalhou padrões em terras longínquas.

Sei de um povo que vive esmagado pelo martírio
encurralado nas tramas que os donos deste país
urdem e tecem no silêncio que o amordaça.

Sei de um povo que tarda em se levantar!

POESIA

A proposta da nossa tertúlia de poesia para esta quarta-feira era "a idade avançada", como deixei correr o tempo só hoje, uma hora antes peguei no tema. Saiu assim:


Já não tenho idade para mamar
pois a minha idade avançada
leva-me apenas a navegar
nas saudades da minha amada.

Mas senhor
porque me dais tanta dor
ao afundar esta nau
estando eu na amurada?

Eu sei, eu sei
que posso naufragar
mas apesar da idade avançada
tenho vela tenho verga
tenho pau
ainda posso remar.

Mas as crianças senhor
vivem de sonhos e não sonham
aonde vão parar
e sem remos e sem amor
têm um juro que lhes deixamos
e que mais tarde vão pagar.

Já não tenho idade para abocanhar
a doce teta, a maminha
desta "vaca" Pátria minha
que deu de mamar aos glutões.

Ah meu país doente
minha Pátria enamorada
quanto de nós precisas
(aqueles de idade avançada)
para que ergamos o país
levantemos a bandeira
e empunhando a espada
dar em alguns uns safanões.

ALMADA NEGREIROS NO SEU MELHOR

"As construções do estado multiplicam-se a olhos vistos, porém as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ler e fixar"



Não me digas Almada, as grandes obras continuam? e o livro continua aberto sem histórias para contar? Onde raio é que eu já ouvi isto?!!

OUTRA VEZ ALMADA NEGREIROS

Últimatum futurista às gerações portuguesas do século XX:

"O povo completo é aquele que tiver reunido no seu máximo, todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem portugueses só vos faltam as qualidades!"

AINDA ALMADA NEGREIROS

"É preciso criar a Pátria portuguesa do século XX"


E a do século XXI?

REVIVER ALMADA NEGREIROS

"Uma geração que se deixa representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um cóio de indigentes, de indignos e de cegos, é uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero. Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra. PIM!"

IN MANIFESTO ANTI-DANTAS

Será que este manifesto não tem cabimento noutra era e com outro Dantas?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A PENA E A ARMA

Dizem que a pena é uma arma, que dispara palavras, que fere e mata com contundência. Às vezes penso que tenho pena que a minha pena não seja uma arma. Talvez a eficácia fosse maior.

SURREALISMO

Ah Portugal, Portugal
país das maravilhas
do mar e do sol
do cheiro a maresia
dos endémicos
sabedores e doutores
plateia de pindéricos
que falam de crise
dos suprimes
dos sistémicos
água dura
em pedra mole
que nos inunda
e afunda
com palpites e
contágios
que a guita não abunda
na nossa mão
mas na deles não
e falam como entendidos
posam com ar solene
nos nossos "times"
na televisão
falam de governo de salvação
uns sim outros não
querem sufrágios
porque são devotos
aos votos claro
porque os tachos
ai os tachos são tão lindos
os maganões
dão status dão milhões
e o zé preso aos
grilhões
dessa miséria secular
dá-lhes a teta
para mamar
nesta Cornélia em que este país
se transformou
antro de vampiragem
onde uns comem tudo
e os outros pagam
para salvar um país
que é cada vez mais uma miragem.

sábado, 6 de novembro de 2010

AINDA O EL CORTE INGLÈS

Estes cursos que o Âmbito Cultural do El Corte Inglès proporciona, não nos enriquecem apenas no aspecto cultural mas também no aspecto humano. Novos cursos, novos conhecimentos e novas amizades. Como sou um velho frequentador do El Corte Inglès e dos seus programas culturais, ganhei estima pela Susana Santos alma mater destas iniciativas e foi com agrado que na última aula de História de Portugal a ouvi referir-se ao meu livro "Éramos todos bons rapazes" e à ligação que tenho com o El Corte Inglès. Uma palavra para a Mariana Rodrigues, novata nestas andanças do âmbito e que se tem revelado uma simpatia para com os frequentadores dos cursos. Desta vez e ainda que sentado no mesmo lugar de sempre, fiquei rodeado pela Maria José, colega doutros cursos e pela Armanda Gonçalves estreante nestes ambientes mas que simpaticamente, nos deu a sua atenção.

COMEÇOU A NOVA ÉPOCA

Começou em Outubro a época cultural do El Corte Inglès. Dos cursos antigos faltava-me apenas o de Cinema, dado pelo António Pedro Vasconcelos mas porque as inscrições são às centenas só agora e depois de várias tentativas, consegui o desejado ingresso neste curso. Sempre gostei de cinema, vi centenas de filmes até hoje, pertenci a um cine clube, ajudei na programação dos filmes no cinema da minha cidade, numa história curiosa que um dia contarei. No entanto hoje, por razões várias, o meu tempo de cinéfilo resume aos filmes que compro ou vejo na televisão. Raramente vou a uma sala, porque nada é como dantes. Detesto as pipocas, as salas pequenas, os filmes sem intervalo e sobretudo a poluição sonora que debitam na amostragem dos filmes. Mas cinema é cinema e foi bom ouvir o António Pedro Vasconcelos, foi bom reviver pedaços de antigos filmes que marcaram a minha juventude, foi bom conviver com uma plateia que tem os mesmos sentimentos para com o cinema. Mas a minha participação nesta época do âmbito Cultural não se ficou por aqui, pois começou um curso novo de História de Portugal para o qual consegui por via de uma desistência, um lugarzinho ao sol, para ouvir e relembrar a nossa história, tão rica (e pobre...) de quase novecentos anos de vida. Quanto deste Portugal passado está hoje presente nestes discursos de hoje. Novecentos anos de história e não aprendemos nada, repetimos os mesmos erros, dizemos as mesmas palavras, mergulhamos no mesmo abismo. Foram reis e princesas, foram nobres e burgueses, hoje são doutores e ministros, no mesmo tabuleiro, no mesmo mar de enganos, ludibriando, corrompendo. E o Zé meu Deus e o Zé?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A HISTÓRIA DE UMA TELEFONIA

A Rosalina morreu há alguns anos, Arlindo tinha partido mais cedo e no rescaldo das "grandes" heranças materiais que nos legaram quis eu para mim, apenas duas coisas: Um velho jarro de vidro azul, que jazia no velho aparador da sala do número 48 da rua Vasco da Gama, berço e pátria duma infância e juventude que douraram a minha caminhada, regida sempre pelos "outras heranças" que eles me deram: Deus, Pátria, Família. Aqui não há saudosismos nem Salazares! Deus, porque me encaminharam na defesa do bem, me integraram na fé cristã. Pátria, porque me apontaram o sentido da responsabilidade e a defesa do bem comum. Família, porque me ensinaram os valores cívicos para com a sociedade, do respeito pela irmandade, da obediência aos mais velhos. A segunda herança material que tive, foi uma telefonia, velha e desgastada pelo tempo, carcomida pela idade, que jazia queda e muda numa prateleira que Arlindo cravara na parede da cozinha, junto ao velho aparador. Desde os meus cinco, seis anos a magia e o sortilégio daquela pequena caixa varreram o meu crescimento. A minha primeira lembrança vem dos anos quarenta, quando no após guerra as sirenes tocavam pela noite e os holofotes percorriam os céus procurando aviões inimigos e todas as luzes se apagavam nas pequenas casas e os nossos olhos perscrutavam o vazio da escuridão. Era nessa altura que Arlindo ligava a telefonia e sintonizava a rádio Moscovo, que falava da luta do operariado, do fascismo do regime, da glória do comunismo. A família em surdina, sentava-se em redor do aparelho e escutava a voz da esperança. Depois noutras ocasiões a Emissora Nacional lançava, em programas do regime o slogan: Rádio Moscovo não fala verdade. Era a informação e a contra informação, era a defesa do regime do estado novo e e o ataque feroz das ideias comunistas. Na minha cabeça a informação ia-se acumulando. Noutras alturas Rosalina reunia a vizinhança na cozinha, para depois do almoço ouvirem o folhetim do Tide, episódios rádiofónicos a que chamávamos "a filha da coxinha" e que fazia chorar o mulherio levado pelas desgraças dos personagens. Eram os anos gloriosos da rádio: os parodiantes de Lisboa, os folhetins, o teatro declamado, a música rock em programas que me levavam as tardes de sábado de ouvido colado à telefonia. E almoçávamos ao som das notícias, e dançávamos ao som da música e ouvíamos os relatos do futebol e do hóquei em patins nos anos de ouro das selecções nacionais. E era o Artur Agostinho e o Amadeu José de Freitas que nos entravam casa dentro. E os discos pedidos e os programas de madrugada. E fomos crescendo e fomos à guerra e a telefonia sempre ali, dando notícias fazendo companhia. E casámos e partimos para outras paragens e a telefonia sempre lá, no mesmo sitio. E o Arlindo morreu e a Rosalina morreu e a telefonia morreu com eles, mas ficou lá, na mesma parede. Ao fim de mais de sessenta anos também partiu, veio ter comigo, ficou ali na minha sala, muda, mas não esquecida. Um dia, perto do Natal, peguei nela dei-lhe "banho", maquilhei-a, "vestia-a" com um papel festivo, e levei-a para a ceia de Natal na casa da Rita. Foi a minha prenda. E ali está na sala da Rita e do Gustavo, continua muda, mas se falasse quantas mais histórias ela não contaria?

PS. O Arlindo e a Rosalina eram como é óbvio os meus pais e foram os grandes alicerces da minha vida. A telefonia, que morreu num pequeno curto-circuito, foi parte importante da minha vida.

sábado, 9 de outubro de 2010

JUCA CHAVES E A CANÇÃO DO PORTA-AVIÕES

Brasil já vai a guerra, comprou um porta-avioes
um viva pra inglaterra de oitenta e dois bilhões
ahhhh! mas que ladrões

comenta o zé povinho,
governo varonil,
coitado coitadinho,
do banco do brasil
há há, quase faliu.

a classe proletária
na certa comeria
com a verba gasta diaria
em tal quinquilharia
sem serventia.

alguns bons idiotas,
aplaudem a medida,
e o povo sem comida,
escuta as tais lorotas
dos patriotas.

porém há uma peninha
de quem é o porta avião
é meu diz a marinha,
é meu diz a aviação
ahhhh! revolução!

Brasil, terra adorada
comprou um porta aviões
oitenta e dois bilhões
Brasil, oh pátria amada,
que palhaçada.