domingo, 10 de junho de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
FINALMENTE
domingo, 5 de fevereiro de 2012
QUINHENTOS
são quinhentos os que partem todos os dias
são quinhentos aqueles que se fazem ao mar
são quinhentos que abrem hemorragias
num país que não pára de sangrar.
e esta sangria que teima em continuar
abrindo feridas em corpos desatentos
é mal que faz a barca naufragar
e levar para o fundo tantos quinhentos.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
FEIRA DA LADRA
Hoje fui à feira da ladra! há quanto tempo não percorria os caminhos que vão dar a esta tradicional feira lisboeta. As ruas pejadas de gente, os feirantes espalhados por todos os espaços imaginários, as bancadas com todas as "velharias" desordenadas pelas bancas, o chão de lençóis atapetado, cobertos de artigos novos e velhos, são o chamariz para quem procura a "tal" peça a preços irrisórios. A feira da ladra continua igual a si mesma. Notting hill é uma feira em Londres mas de uma só rua. A feira da ladra é uma feira de todos os espaços. Inigualável! Feira da Ladra |
sábado, 14 de janeiro de 2012
DIA 14, POEMA VINTE
tanto canto tanto mar
tantos vampiros tanta orgia tanto manjar
e nós
marinheiros
sem sabermos nadar.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
DIA 13, POEMA DEZANOVE
Todas as cidades são rios que nos levam até ao mar
e do mar ao horizonte e do horizonte ao além
todos os rios são navios que vão pelos oceanos
todos os homens são marinheiros que não sabem navegar
todas as horas são dias todos os dias são anos
e nem todas as sementes voltarão à terra mãe.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
DIA ONZE, POEMA DEZOITO
se formos todos marinheiros se em navios de breve esperança
navegarmos em tumultuosas marés
quem ficará para chorar a nossa ausência?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
DIA DEZ, POEMA DEZASETE
que ilhas tens tu para me dar
que ilhas me dás para descobrir
se eu partir rio abaixo até à foz
se eu da foz me fizer até ao mar
fazer-me ao mundo sem ter lugar
olhar para trás e poder sentir
que havendo mar não cala a voz
das ilhas que vamos despertar.
DIA DEZ, POEMA DEZASSEIS
cumpriu-se o mar de Pessoa, cumpriu-se de ti Sofia
esse mar novo que nos deste
que falta cumprir meu amor? se em nós o mar
é desafio ou fatalidade
se o destino é este fado património de nós
que nos tolhe ou desafia
e nos faz zarpar sem saber afinal
se vamos cumprir Portugal.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
DIA NOVE, POEMA QUINZE
do coro dos pássaros solta-se o canto
que os peixes ouvem no seu coral
é a brisa leve que quebra o espanto
é o mar a madrugada o madrigal
que invade e suaviza o meu pranto.
domingo, 8 de janeiro de 2012
DIA OITO, POEMA QUATORZE
estou sentado ali à beira do poema, que se faz rio ou mar
numa fronteira que não vislumbro
procuro desesperadamente os velhos do Restelo
quero saber se o mar tem volta
quero saber se os navios ou naus ou caravelas
têm o mesmo destino que os seus pensamentos
mas ninguém me ouve ninguém me responde
só os novos de S.Bento me apontam o caminho
lá do alto do seu castelo.
sábado, 7 de janeiro de 2012
DIA SETE, POEMA TREZE
Há um farol que me indica, vai por ali, que aqui não tens mais cais para atracar
e eu subo ao cesto da gávea tentando descortinar por entre o nevoeiro o barlavento.
Range o cabo da amarra, solta-se a mezena, não há molinete que segure a vela
e eu, agora no convés, procuro o leme que leve a bom porto a caravela.
DIA SETE, POEMA DOZE
por mares geometricamente navegados
já não vamos dar mundos ao mundo
vamos por esses oceanos bolinados
tentar que a nau não vá ao fundo.
e se os nossos antepassados arribaram a porto seguro
nós, navegando, alteramos a geometria do futuro.
DIA SEIS, POEMA ONZE
Não vale a pena medir as tempestades
que o barco do tempo que não temos terá que navegar nelas.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
DIA CINCO, POEMA DEZ
Já não sei quantas ilhas temos mas sei do mar que as rodeia
sei dos ventos e tempestades que por entre escarpas de silêncios
fustigam os rostos comiserados de quem não quer partir.
Já não sei quantos sorrisos temos mas sei desta teia
que nos envolve e força a ausência
coarctando-nos o amanhã que há-de vir.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
DIA QUATRO, POEMA NOVE
se nas águas das ilhas houver corais
eu gostava de mergulhar no ventre do mar
e saber dos peixes porque é que tu
que partiste noutras marés
estás agora a voltar.
DIA QUATRO, POEMA OITO
será exílio ou oportunidade esta geografia que nos dão
cobrindo o vazio que nos resta na terra mãe
em dia de mar novo dividir o tempo em navegação
partir como colonizador e chegar como refém
a terras onde outrora erigimos um padrão.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
DIA TRÊS, POEMA SETE
este mar velho que inundou as nossas vidas
era um jardim proibido de rostos entristecidos
moldados a fogo pelo tempo e pelas ânsias vividas
num caldeirão de tumultos repetidos.
será que este mar velho que não queremos
que banha as praias do nosso querer
e se enrola traiçoeiro no extenso areal
pode um dia sem nós nos apercebermos
agonizar e pouco a pouco morrer
fazendo nascer um mar novo real.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
DIA DOIS, POEMA SEIS
das coisas os nomes vamos esquecendo
e tu meu amor esqueceste o mar
mesmo quando o mar morrendo
nos faz chorando, zarpar.
outra vez os nomes das coisas do mar
outra vez as coisas, as naus, as velas
outra vez marinheiros a navegar
mas agora outros nomes têm elas.
Agora os marinheiros voam pelo ar
e aterram os nomes das coisas no chão
porque tu meu amor esqueceste o mar
e naufragas nas marés da ilusão.
DIA DOIS, POEMA CINCO
descobrir outra revolução, quando o teu corpo jaz aqui e arrefece
é como mergulhar no oceano sem saber nadar e no entanto
as areias inquinadas que o mar beija e o sol aquece
são as esperanças que se estendem pelo manto
e se espraiam pelo sonho que não se desvanece.
DIA DOIS, POEMA QUATRO
Sentem-se as areias movediças debaixo das estruturas
o esqueleto balança prestes a se afundar e não sei
se esta dança de visões apocalípticas futuras
sejam no final a realidade que no futuro encontrarei.
A nossa geografia desfez-se para nosso desencanto
de padrão em padrão o mar não é mais nosso
de Camões aos lusíadas não há mais canto
do império que éramos não somos mais que um esboço.
Somos do império restante este pequeno nada
mortalmente encostados ao sul, globalizados
somos apenas marinheiros de palavra acabada
e acabaremos colonizadores escravizados.
domingo, 1 de janeiro de 2012
DIA UM, POEMA TRÊS
Agora que os silêncios se tornam menos solitários
e se ouve ao longe o lento borbulhar das marés
é tempo de rios e ribeiros serem solidários
e desaguarem tumultuosos a nossos pés.
DIA UM, POEMA DOIS
que poderei eu ver nesta noite que nos cobre?
que poderei eu sentir debaixo desse negro manto?
a não ser uma pequena luz ténue e pobre
que ao anoitecer me quebra o pranto.
Quando à noite as ruas e vielas escurecem
e o sonho abre oceanos de lembranças
as palavras nascem em mim, amadurecem
e voam pelos céus velozes como lanças.
DIA UM
Na tua geografia do mar plantaste corais e medusas e anémonas
deste um mar novo a um país de navegações e
no tempo dividido deste o nome às coisas.
Estamos nesta ilha de navegadores e em dia de mar
não sabemos se vamos naufragar.
sábado, 31 de dezembro de 2011
ANO NOVO, VIDA NOVA
REVISTA DO ANO
- O casamento do João Pedro em Julho de 2011
- A exposição colectiva, "Diálogo de gerações" com a Rita, o João, a Matilde e o Gustavo.
O PIOR DO ANO:
Os partidos, os políticos, os economistas e toda a cáfila de fazedores de opinião, que dizendo que sabem tudo, afinal não sabem nada e deixaram este país para além do imaginável.
domingo, 25 de dezembro de 2011
EXPOSIÇÃO
EXPOSIÇÃO
OS REIS MAGOS E A TRÓIKA

Diz o passado recente que três subalternos tróikianos, montados em audis, bmw e mercedes, passaram por Ajuda e Belém e aterraram no Terreiro do Paço para nos contar o ouro, restringir a fé e sedar com mirra.
Diz a realidade que o rei mago Gaspar, montado em nós, camelos, nos anda a gamar o ouro, a lançar fumaça para os olhos ( matando a fé e a esperança) e a fazer-nos mirrar, intoxicando-nos com a mirra (leia-se conversa da treta) esse produto resinoso e anti-séptico que serve para embalsamar o zé.
VOU EMIGRAR!
É NATAL
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
OH SE IMAGINAMOS...
Imaginem
00h30m
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Eça escreveu sobre os dias de hoje. Já lá vão mais de 100 anos
"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito", escreveu Eça nas "Farpas", em 1872. Fora do contexto, até pode parecer que foi pensado para os dias de hoje.
“Se lermos o Eça neste momento, verificamos que algumas páginas parecem completamente actuais. Uma crítica muito grande às elites e à sua debilidade, uma incapacidade total de sermos respeitados internacionalmente, um desprestígio internacional que só perde para a Grécia", diz à Renascença o advogado Pedro Rebelo de Sousa, que frequenta regularmente jantares "queirosianos" no Grémio Literário de Lisboa. Curiosamente, o mesmo Grémio que Eça costumava frequentar.
Além da ponte que estabeleceu com a Grécia, que é mais actual que nunca, Eça também escreveu sobre o receio de uma crise perene. “De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura”, lê-se numa correspondência do escritor, datada de 1891.
O actual embaixador de Portugal em Paris, que também frequenta os encontros no Grémio, não tem dúvidas. “Há muitas coisas que ele dizia da sociedade portuguesa do seu tempo que aplicaria à sociedade hoje”, refere Francisco Seixas da Costa.
“O Eça era um homem hipercrítico em relação a Portugal e esse hipercriticismo traduzia muito do que era o seu amor a um certo Portugal”, prossegue o embaixador. “O Portugal em crise era um pouco um Portugal que ele sofria...Se fosse vivo hoje, Eça teria alguns adjectivos que ficariam famosos na nossa imprensa”, observa o Francisco Seixas da Costa.
O elemento trágico
Portugal mudou significativamente desde que Eça esreveu "As Farpas"? O embaixador de Portugal em Paris divide o seu raciocínio em duas metades: há elemento trágico e um vislumbre optimista.
“O Eça nasceu há 165 anos e Portugal é um país que manifestamente, em nível de vida, melhorou bastante”, começa por dizer Francisco Seixas da Costa. “Acontece que Portugal ainda não se libertou de um elemento que é quase endémico nos seus ciclos - a emigração”, constata o embaixador.
“A emigração é um elemento trágico para um país”, acrescenta Francisco Seixas da Costa. “É a prova provada de que um país não conseguiu encontrar para os seus cidadãos soluções de vida dentro da sociedade”, argumenta.
Continuar a ser Portugal
Homem dos dias de hoje, o escritor Miguel Sousa Tavares cruzou-se com a Renascença no encontro do Grémio. Quando recorda o que Eça escreveu sobre a sociedade portuguesa de hoje, conclui que afinal parece que não se estava assim tão mal.
“O Eça seria talvez mais cáustico do que nós ainda somos e isto é um factor de optimismo - para Eça, Portugal há 100 anos não tinha futuro e nós ainda aqui estamos. Portanto, talvez continuemos”, diz Miguel Sousa Tavares.
Para o embaixador do Brasil em Portugal, Eça faz parte da estirpe de escritores que são autores de todos os tempos, de todas as eras. Mário Vilalva fez parte do painel que debateu há dias, no Grémio Literário de Lisboa, o escritor português.
"Eça e a sua obra são absolutamente intemporais, ou seja, podem ser vistos em qualquer um dos tempos e podem ser comparados com os tempos em que estamos vivendo no dia de hoje”, sustenta Mário Vilalva.
O embaixador brasileiro em Portugal sublinha ainda que Eça escreveu também sobre o que se encontra no lado de lá do Atlântico. "Os 'tipos' [sobre os quais] Eça de Queirós [escreveu] também poderiam ser encontrados no Brasil com muita facilidade, talvez até em mais quantidade - é muito actual."
As notícias exageradas da morte de Portugal
E hoje, como seria a análise do escritor de “Os Maias” e de “A Cidade e as Serras” a Portugal? Mariana Eça de Queirós olha para o busto do seu bisavô no bar do Grémio e responde convictamente que “veria da mesma maneira que via antigamente”.
“De uma forma crítica, uma crítica construtiva, porque não era propriamente fazer troça dos portugueses, nem falar mal”, assegura. “Era no sentido de irritação, pelo facto de os portugueses não serem mais evoluídos do que eram e do que são”.
Para Pedro Rebelo de Sousa, não é bem assim. “O mundo do Eça era o de um país com profundos atrasos e hoje Portugal, numa crise financeira, é um país diferente”, diz.
Miguel Sousa Tavares mantém a tónica optimista. "Mudou muita coisa, as situações não são comparáveis. Só espero que hoje, como então, as notícias da morte de Portugal sejam exageradas."
E sobre a crise financeira, o que teria Eça de Queirós a dizer? Pelo menos sabe-se o que pensava em 1867, num artigo publicado no "Distrito de Évora": "Hoje, que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução".
Mas Eça também era um optimista. "Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."
sábado, 22 de outubro de 2011
ENTÃO E O POVO, PÁ?
e então os "democratas" que têm enterrado este país?
sábado, 17 de setembro de 2011
BART 1924
sábado, 3 de setembro de 2011
PESSOAS DE QUEM EU GOSTO
sábado, 27 de agosto de 2011
E O BURRO SOU EU?
particulares, compras e festas - por tudo e por nada. Sete mil euros numa noite?
É normal. Setecentos mil numa festa de anos? Também. Por Isabel Lacerda
RICOS
na cidade mais
cara
do mundo
casas, os bairros elitistas e a multidão de empregados
O carro circula na zona mais nobre da cidade. Bem no centro de Miramar, o condutor abranda, baixa um dos vidros escurecidos e anuncia-se. O segurança privado, armado com uma metralhadora AK47, repete o nome para um walkie-talkie. Dentro dos muros altos que rodeiam a moradia de sete quartos, alguém confirma que a pessoa é esperada e autoriza a entrada. Lá dentro estão outros cinco ou seis seguranças. E no acesso à garagem podem estar seis viaturas, todas de luxo, todas da casa, onde moram quatro pessoas.
A frota familiar inclui um BMW, um Audi, um Range Rover, entre outros carros topo de gama. Os automóveis podem ser conduzidos pelos proprietários ou por um dos cinco motoristas: um para o pai, outro para a mãe, um para os assuntos da casa, como levar as empregadas às compras, e dois para os filhos que ainda lá moram - os outros três já saíram de casa e têm carros e motoristas próprios.
A família não dispensa a ama, para quando os netos lá vão, e a equipa de empregados completa-se com um jardineiro, uma cozinheira, uma lavadeira para tratar da roupa e três mulheres para "limpar e arrumar", como explica o membro desta família que falou com a SÁBADO, mas prefere manter o anonimato. Por motivos de segurança e de discrição, admite apenas apresentar-se como filho de dois empresários, um dos quais ligado "ao partido" - o MPLA, evidentemente.
Esta família tem ainda duas casas em dois condomínios privados de luxo em Talatona, na zona sul de Luanda, mais uma na primeira linha de praia na ilha do Mussulo; outra em Lisboa (onde um dos filhos estudou), mais uma em Londres (onde estudou um segundo filho) e outra na África do Sul ("para fins-de-semana ou para quando vamos ao médico"). Somando, o pessoal de apoio mínimo necessário em cada uma (seguranças, empregadas, motoristas, conforme os casos), são "pelo menos 15 a 20 mil euros por mês", só para empregados.
Parece extraordinário, mas, em Luanda, não é. Mais casa, menos casa, mais carro, menos carro, mais empregado, menos empregado, este é apenas um de muitos exemplos de como vive a elite angolana na cidade mais cara do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, Luanda ganhou a todas as outras 214 cidades avaliadas pela consultora Mercer, no maior estudo feito sobre o custo de vida para os trabalhadores estrangeiros. Ao contrário destes, os membros da alta sociedade não precisam de arrendar casa pelos preços exorbitantes praticados na capital angolana, mas compram-nas, várias, nas zonas mais exclusivas e caras.
ANGOLA
quinta-feira, 28 de julho de 2011
CUIMBA
terça-feira, 21 de junho de 2011
A GUERRA COLONIAL
O FACEBOOK E A GUERRA COLONIAL
sexta-feira, 17 de junho de 2011
50 ANOS DE GUERRA
domingo, 15 de maio de 2011
A MALTA DA AMADORA
Foi o que aconteceu ontem, Sábado, num restaurante de Tala, ali para os lados de Belas, onde se reuniram mais de setenta destes pioneiros amadorenses. Um obrigado ao Félix, mais conhecido pelo pássaro, que teve esta trabalheira toda. Voltarei ao assunto.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
CORTES?
- que tal termos só 150 deputados?
- que tal a reforma dos deputados ter eficiência apenas quando forem para a reforma com a mesma idade do Zé (65 anos) ?
- que tal toda a gente ter apenas 2 empregos?
- que tal acabarem com as secretárias, assessores, consultores e outros doutores?
- que tal refazerem as reformas daqueles meninos que têm várias, por terem trabalhado um ano ou dois em qualquer "boteco" e transformar esses grandes tachos, numa só reforma no fim do tempo limite de trabalho?
- que tal acabar com um sem número de fundações e institutos que só mamam à conta?
- que tal acabar com a renovação das ditas "bombas"?
- que tal acabar com os cartões de crédito, as ajudas de custo e outras tetas que só depauperam a "Cornélia"?
e não venham com a treta de que os direitos adquiridos são só para nos baixarem a reforma e tirar os 13º e 14º mês.
ELEIÇÕES
sábado, 16 de abril de 2011
AI A CRISE
mas o que me surpreende e espanta
é que uns vão de férias p/manta rota
e os outros estão na banca rota
PORTUGAL
terça-feira, 8 de março de 2011
A QUESTÃO CEREALÍFERA
"Portugal deveria tornar-se auto-suficiente em cereais, especialmente trigo, fazê-lo era um imperativo económico e financeiro"
" em todo o caso, toda a dissertação sugeria uma preferência pela agricultura como principal fonte de riqueza da economia portuguesa"
" Portugal não podia continuar a importar mais do que exportava. Portugal tinha de se manter a si próprio, produzindo aquilo que consumia e encontrando mercados para as suas exportações."
SIMPLESMENTE A LETRA "A"
antes: DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA
depois: ADEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA
AINDA ONTEM E HOJE
"Educar é dar a Deus bons cristãos, à sociedade cidadãos úteis, à família filhos ternos e pais exemplares"
De hoje:
"Educar é dar ao país ateus, à sociedade cidadãos inúteis, à família filhos drogados e pais separados"
segunda-feira, 7 de março de 2011
PORTUGAL DE ONTEM...
Deste livro ainda só li 150 páginas, mas já deu para poder dar umas dicas sobre o pensamento e obra do dito cujo.
onde é que eu já vi isto?
"Aquilo que Portugal precisava, para asseguara a sua sobrevivência, era de engenho, iniciativa e vontade de arriscar; precisava de empresários, industriais e agricultores empreendedores, e não de mais funcionários públicos..."
TODOS À MANIFESTAÇÃO
PORTUGAL DE ONTEM E DE HOJE
sexta-feira, 4 de março de 2011
ORGULHO DE PAI
Eu disse que ía aproveitar estes 35 anos para fazer alguns agradecimentos.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
ELEIÇÕES
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
BALANÇO PARTE DOIS
K - KILAS O MAU DA FITA COM SÓCRATES NO PROTAGONISTA - O mau, o vilão, o pinóquio, o troca tintas, neste país das maravilhas o mal triunfa sempre.
L - LOURDES - A companheira sempre presente, nos bons e maus momentos.
M - MATILDE - Fez cinco anos e faz a alegria de todos. Um espanto!
N - NATAL - O tal que não foi, aquele que se misturou entre comprimidos e xaropes, mas não importa pois o natal é sempre que eu quizer.
O - OBRAS PÚBLICAS - Num país à beira do descalabro ainda há ministros que dizem que sim, que não, que talvez, tudo para bem das construtoras (ai Mota, Mota). A mim dava-me jeito um TGV na porcalhota e um aeroporto aqui para os lados da Cova da Moura...
P - PLANO INCLINADO - A luta de Medina Carreira e companhia. Mas o plano continua inclinado para o lado da mentira.
Q - QUEIJO - Aquilo que muitos portugueses comem em demasia para não se lembrarem das trapalhadas que os governos têm feito.
R - RITA - A filha, gestora de produtos, de equilíbrios, de ponderações.
S - SALAZAR - O homem das culpas todas. Também o livro que me ofereceram no natal, biografia dum pobretanas que morreu "rico" (que o diga o ouro do banco de Portugal).
T - TERTÚLIA - As duas, a da poesia que continua viva e a da "Ninfa" onde meis dúzia de carolas se juntam ao fim da tarde para divagarem sobre tudo e sobre nada.
U - UNIVERSIDADE - A sénior, onde as aulas de pintura e história de arte me fazem sentir vivo.
W - WIKILEAKS - A pura guerra das palavras, das verdades meio escondidas, das mentiras que não sonhávamos. A internet no seu melhor.
V - VAMPIROS - Pois é Zeca Afonso, os teus vampiros são hoje mais e mais refinados. Eles comem tudo e dão de comer aos amigos e não deixam nada. E o António é que era o malandro.
X - XELINDRÓ - O paraíso fiscal ou não para onde deviam de ir os nossos amigos vampiros.
Y - YES - Os yes man que estão sempre sempre ao lado da camarilha.
Z - ZÉ - O desgraçado, o burro de carga, o paga impostos, o desempregado, o f... e mal pago. Abre o olho Zé!
domingo, 9 de janeiro de 2011
O BALANÇO DE 2010 DE A a Z
A - AMADORA - O centro da cidade continua infelizmente abandonado pela Câmara. Sujo e escuro. Os roubos continuam e os romenos também. O bairro de Santa Filomena é outro cancro. O metro vai chegar à Reboleira, mas ao centro não! A estação da CP continua um caos, mas ninguém liga. Os amadorenses que se lixem.
B - BENFICA - A alegria de ser campeão ao fim de cinco anos.
C - CLARA - A Clarinha fez um ano e está reguila até mais não.
D - DOR - A que nos vai na alma por este Portugal sem tino ou destino.
E - EXPOSIÇÃO - A única que fiz este ano em Janeiro no restaurante Embaixada dos sabores.
F - FUTEBOL - Um desporto sem rei nem roque, ou por outra sem roque mas com rei, o rei das escutas, das trafulhices, dos favores, dos chocolatinhos, da fruta, da treta toda que enreda a bola cá do burgo.
G - GUERRA - A guerra da justiça, da Casa Pia, da operação furacão, da face oculta, do freeport e de todas as guerras em que as vitimas são sempre o mexilhão.
H - HUMANISMO - Um país sem humanismo não é país.
IMPOSTOS - O que ontem era mentira, infelizmente hoje é verdade.
O NATAL QUE NÃO TIVE
PORQUE NÃO ESCREVO
terça-feira, 30 de novembro de 2010
AINDA A TERTÚLIA
Pessoa a presidente
a 1º ministro talvez Camões
na saúde Miguel Torga
Antero na pasta dos milhões.
António Nobre nos estrangeiros
Jorge de Sena na defesa
de Portugal
Cesário Eugénio e o O'neil
todos na mesma mesa
estoicamente sentados
defendendo o social.
Florbela na educação
na cultura eleita a Sofia
e na assembleia os deputados
todos todos
os amigos da poesia.
AMIGOS DA POESIA
se os ventos vindos do mar
fossem palavras e maresias
ouviriam este sussurrar
dos amigos da poesia
sussurros revoltas e lamentos
do navegar do dia-a-dia
são tempestades são os ventos
dos amigos da poesia
e se tantos neste naufragar
discutem orçamentos economia
neste país prestes a afundar
são tão poucos os amigos da poesia.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
MARIO CESARINY
Thursday, November 26, 2009
MÁRIO CESARINY (LISBOA, 9 DE AGOSTO DE 1923 – LISBOA, 26 DE NOVEMBRO DE 2006)
_O Papá que veio do Leste, Mário Cesariny, 1980
PASTELARIA
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
– ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo:
fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny, in Nobílissima Visão, 1959
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
POEMA ESQUECIDO
Sei de um país moribundo mergulhado numa Europa
que tarda em fazer marear as pequenas naus
que nela se aventuraram.
Sei de um país inquinado por marés de incompetentes
que corrompem as amuradas de um barco
que zarpa sem destino.
Sei de um país angustiado que pergunta de boca-em-boca
que presente que futuro que destino.
E os ventos que nos fustigam não trazem novas
são rajadas de dúvidas são males e calamidades
que nos fazem vergar o pensamento
quebrar o corpo aniquilar a esperança.
Sei de um povo que já foi país
que foi para além do seu tamanho
ultrapassou oceanos e adamastores
desbravou savanas no fim do mundo
espalhou padrões em terras longínquas.
Sei de um povo que vive esmagado pelo martírio
encurralado nas tramas que os donos deste país
urdem e tecem no silêncio que o amordaça.
Sei de um povo que tarda em se levantar!
POESIA
Já não tenho idade para mamar
pois a minha idade avançada
leva-me apenas a navegar
nas saudades da minha amada.
Mas senhor
porque me dais tanta dor
ao afundar esta nau
estando eu na amurada?
Eu sei, eu sei
que posso naufragar
mas apesar da idade avançada
tenho vela tenho verga
tenho pau
ainda posso remar.
Mas as crianças senhor
vivem de sonhos e não sonham
aonde vão parar
e sem remos e sem amor
têm um juro que lhes deixamos
e que mais tarde vão pagar.
Já não tenho idade para abocanhar
a doce teta, a maminha
desta "vaca" Pátria minha
que deu de mamar aos glutões.
Ah meu país doente
minha Pátria enamorada
quanto de nós precisas
(aqueles de idade avançada)
para que ergamos o país
levantemos a bandeira
e empunhando a espada
dar em alguns uns safanões.
ALMADA NEGREIROS NO SEU MELHOR
Não me digas Almada, as grandes obras continuam? e o livro continua aberto sem histórias para contar? Onde raio é que eu já ouvi isto?!!
OUTRA VEZ ALMADA NEGREIROS
"O povo completo é aquele que tiver reunido no seu máximo, todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem portugueses só vos faltam as qualidades!"
REVIVER ALMADA NEGREIROS
IN MANIFESTO ANTI-DANTAS
Será que este manifesto não tem cabimento noutra era e com outro Dantas?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
A PENA E A ARMA
SURREALISMO
país das maravilhas
do mar e do sol
do cheiro a maresia
dos endémicos
sabedores e doutores
plateia de pindéricos
que falam de crise
dos suprimes
dos sistémicos
água dura
em pedra mole
que nos inunda
e afunda
com palpites e
contágios
que a guita não abunda
na nossa mão
mas na deles não
e falam como entendidos
posam com ar solene
nos nossos "times"
na televisão
falam de governo de salvação
uns sim outros não
querem sufrágios
porque são devotos
aos votos claro
porque os tachos
ai os tachos são tão lindos
os maganões
dão status dão milhões
e o zé preso aos
grilhões
dessa miséria secular
dá-lhes a teta
para mamar
nesta Cornélia em que este país
se transformou
antro de vampiragem
onde uns comem tudo
e os outros pagam
para salvar um país
que é cada vez mais uma miragem.
sábado, 6 de novembro de 2010
AINDA O EL CORTE INGLÈS
COMEÇOU A NOVA ÉPOCA
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A HISTÓRIA DE UMA TELEFONIA
PS. O Arlindo e a Rosalina eram como é óbvio os meus pais e foram os grandes alicerces da minha vida. A telefonia, que morreu num pequeno curto-circuito, foi parte importante da minha vida.
sábado, 9 de outubro de 2010
JUCA CHAVES E A CANÇÃO DO PORTA-AVIÕES
um viva pra inglaterra de oitenta e dois bilhões
ahhhh! mas que ladrões
comenta o zé povinho,
governo varonil,
coitado coitadinho,
do banco do brasil
há há, quase faliu.
a classe proletária
na certa comeria
com a verba gasta diaria
em tal quinquilharia
sem serventia.
alguns bons idiotas,
aplaudem a medida,
e o povo sem comida,
escuta as tais lorotas
dos patriotas.
porém há uma peninha
de quem é o porta avião
é meu diz a marinha,
é meu diz a aviação
ahhhh! revolução!
Brasil, terra adorada
comprou um porta aviões
oitenta e dois bilhões
Brasil, oh pátria amada,
que palhaçada.
PORTUGAL- UMA BARRACA COM UM SUBMARINO À PORTA
terça-feira, 31 de agosto de 2010
CACETEIROS
LIGA DE FUTEBOL
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
EXPOSIÇÕES
Gulbenkian - Ana Vidigal
Centro Cultural de Cascais - Picasso e outros nomes da pintura mundial, além dos roteiros para um cave em chamas dos meus amigos Ana Viana e Francisco Condessa.


