sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

LANÇAMENTO DO LIVRO 2



A casa cheia, cem pessoas para aí, a mesa composta pelo Editor Professor Albano estrela, que simultaneamente era autor de um livro também apresentado, Ana Viana , poeta e pintora que fez a apresentação do Livro de Albano Estrela, o Padre Rocha e Melo apresentador do livro "Éramos todos bons rapazes", por mim, autor do livro e por dois "dizeurs". Na plateia, camaradas da guerra, alunos da pintura, companheiros da tertúlia sempre acontece poesia, familia e muitos amigos, além do público em geral. A todos o meu obrigado. Gostaria que soubessem como foi importante para mim o vosso apoio, estas coisas, são na vida das pessoas marcos importantes e os meus amigos souberam interpretar esse sentimento, não é verdade Carlos Meirinho?

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

LANÇAMENTO DO LIVRO 1



Já sabia que tinha que falar, é da praxe o autor duma obra dizer alguma coisa para a plateia. Já sabia e por isso fico sempre aterrorizado com a situação, adoro a palavra escrita mas falar não é comigo, fico solene demais e não consigo ser tão fluente como desejo. Mas enfim alguma coisa teria de dizer e para isso andei uns dias a ensaiar um discurso curto, pensei numa das minhas conversas com o professor Albano Estrela em tempos idos porventura numa inauguração duma exposição de pintura em que dizia ao professor que gostaria de escrever um livro mas que não sabia se seria capaz, ao que Albano Estrela me respondeu «claro que é, clara que é». Mais tarde, quando do lançamento do meu primeiro livro de poesia e em frente ao professor lhe confessava com orgulho «pronto professor, já está» e ele, na sua imensa bondade respondeu «já está não, agora vai escrever outro e outro, isso já não pára». E claro ali estava eu com outro livro publicado, outro de poesia pronto para publicação, outro ainda de poesia já a meio, um romance começado e mais um ou dois na cabeça. Estava eu nestas cogitações quando surge a morte de Mário Cesariny e então pensei «porque não fazer uma homenagem a este pintor e escritor surrealista?» E então pensei num poema que falava:

de um porco que voa
com um livro na boca
duma casa com aves
de sóis e cometas
de ideais e ideias
de apitos e futebóis
de Sócrates e Platão
de um gato que ladra
dum cão que mia
mas o apito não apita
e a minha casa não pia
e no cometa, Sócrates as ideias e Platão
levam o porco pela trela
e o livro caindo de estrela em estrela
esbracejando, tenta esvoaçar.

E ia eu pela dez da noite na estação de sete rios, alinhavando estas palavras, quando na minha direcção vinha um rapaz novo, cego, de bengala em riste, apalpando o terreno, falando em voz alta, como que respondendo a alguém «não, não tenho vergonha de ser cego, tenho vergonha é de ser português!». Oh meu Deus e pensei eu que o meu poema era surrealista !
E depois da brilhante intervenção que o meu querido camarada e amigo Padre Rocha e Melo fez na apresentação do Livro, engoli o eu realismo, tranquei o surrealismo dentro de mim e minimalizei o discurso: Obrigado amigos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

EIS O LIVRO!



"Éramos todos bons rapazes" já está nas livrarias de todo o país. O lançamento do meu livro, editado pela Indícios de Oiro, está marcado para 29 de Novembro pelas 18h30 no Museu da Cidade ao Campo Grande em Lisboa. Serão todos bons rapazes (e raparigas) se compareceram ao evento.
PONTO DE MIRA



Tenho um partido! Há dias realizou-se o congresso anual ao qual assistiram os dois congressistas do partido: eu e a minha consciência. A minha moção foi votada com 50% dos votos. Outros há que tiveram 97% dos votos...
UM PAI PARA QUE SERVE?



Um pai é como um preservativo: é uma coisa útil, serve para os momentos certos e delicados, é transparente, é oleado, é maleável, estica-se tanto como queremos, tem um reservatório onde alojamos as nossas ejaculações e sobretudo usamos e mais tarde deitamos fora.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

DEMOCRACIA?!!



Os governantes não declaram o que devem declarar; os deputados não declaram o que devem declarar; os árbitros não declaram o que devem declarar; os partidos não declaram o que devem declarar; as empresas não declaram o que devem declarar; alguns marquezes não declaram o que devem declarar, mas claro, o Zé declara e paga.
A FRASE


O país é uma gaiola, As gaiolas têm poleiro e o Zé é um pássaro de asas cortadas!

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

FRASES



A casa não pia e o apito não assobia. O orçamento é um aumento e o resto é um tormento. Qual é o português mais importante? Saudades leva-as o vento. E o pior? É o do momento, é o do momento.

domingo, 22 de outubro de 2006

LANÇAR A BISCA



Vou contar uma pequena história, anedótica e antiga mas bastante actual. Certa vez dois amigos encontram-se no café e um deles diz para o outro « vou dar-te uma notícia bastante desagradável, o carro onde ia a tua família teve um acidente e morreram o teu pai, a tua mãe e os teus irmãos», o amigo ficou em choque e desatou a chorar. Logo o companheiro o tranquilizou dizendo: « é pá não te apoquentes que só morreu o teu pai». Há dias o tal secretariozinho lançou a bisca dos 15,7% na electricidade, dias depois veio o ministro das luzes ao fim do túnel dizer: não se apoquentem meus filhos que são só 6%. Ontem como hoje...

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

A FRASE



A maior riqueza de um país é o seu potencial humano!
O DIA DAS BRUXAS




Passei há pouco por uma loja de trezentos e deparei junto à porta com um manequim vestido de bruxa. Não liguei. Quando estava a pagar a compra que tinha efectuado, ouvi uma cliente a perguntar à empregada se já estávamos no carnaval. «Não, não!» respondeu a dita «é para o dia das bruxas». Ah este país que não se importa de importar! Não tenho nada contra os EUA ( ou terei?). Vieram as cowboiadas, as colas, os hamburgueres, a batata frita, o Elvis, a Madonna; mordemos pipocas no cinema ao som de Spielgberg ou George Lucas, compramos pc's às carradas, abrimos o Windows, pesquizamos a internet, fazemos sexo por email, vemos assassínios em directo e guerras que não desejamos; olhamos os colegas no open space, revimos o budget, dizemos Yes ao manager, caminhamos para sénior, ok boss a reunião é às 18 horas! Mas o dia das bruxas senhor? Então se isto se importa e ninguém se importa, porque não importarmos um governo, para caçar algumas bruxas que para aí andam?!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

UM AUMENTOZINHO DE 15%!




Veio um secretariozinho qualquer botar faladura na Tv dizendo que a electricidade vai aumentar 15% (!!) por culpa dos consumidores! Se a energia em Espanha é mais barata que a nossa, se o acabar do monopólio traria competição e baixos preços, esse senhor está a falar para quem?
SONDAGEM



Cinquenta por cento dos espanhóis querem que Portugal se junte a Espanha e formem a Ibéria. Por cá, numa tímida sondagem, vinte e oito por cento aderem a esta ideia. Dá para pensar. O governo porém continua a ignorar estes indicadores. Pensem meninos pensem.
OS MALANDROS OUTRA VEZ



Há uma cáfila neste país que está nitidamente a prejudicar os senhores pensantes e sua corte, estou como calculam a referir-me aos reformados (esses malandros) que além de não fazerem nada , ganham para aí fortunas de quatrocentos e quinhentos euros por mês. Agora, e segundo parece, outra onda de malandros vem engrossar esta coluna, são os deficientes, que também não fazem rigorosamennte nada e estão a ter enormes benefícios fiscais. Vai daí os senhores pensantes puxam do camartelo e pimba: aumentem-se os impostos, cortem-se os benefícios. Isto sim é governar, os malandros que paguem a crise, que os bancos coitadinhos precisam que o IRC seja diminuido.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

MANIFESTAÇÃO



Apenas uma"manifestaçãozinha" de meia-dúzia de carolas (100 mil?) os suspeitos dos costume, que vieram à rua dizer tão-somente isto: NÃO! "Apenas" cem mil vieram às ruas mostrar que o rei vai nu. Cem mil, quase todos da mesma cor, gritaram ao "rei": não queremos um reinado assim. O rei nu, mas arrogante, olha em volta os bobos da corte, dá uma olhadela ao telejornal e sorrindo diz para consigo: que é que esta arruaçada plebe quer? não me fazem cócegas, prá frente é que é caminho. O pior é se um dia as cores primárias se juntarem às secundárias e mais às terciárias e chamarem a si as cores neutras, a paleta de cores farta de tanta pincelada se reunir num circulo cromático homogéneo e sair em profusão para as telas tantas vezes maltratadas, as cócegas do senhor rei poderão se transformar em infecção se não mesmo numa epedemia generalizada. E então neste reino d' aquém- mar muito barão se vai coçar.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

A LIÇÃO DO PROFESSOR



Que tremenda lição de história nos deu o professor Adriano Moreira, ontem na RTP num programa lançado a más horas, que o povo não tem que ouvir lições destas, ditas com ar sereno e sabedor. Têm as nossas televisões o culto das telenovelas, dos telejornais desmedidos, das tricas do nosso jetset da treta que cultiva a imbecilidade e de outras anormalidades que por ora não comento. Para a cultura não há tempo porque também para os nossos cidadãos o tempo é pouco para a cultura. E é aqui que reside a questão principal: uma nação é todo um povo, toda a sua cultura, toda a sua história, se não aprendermos com o passado, se não envolvermos toda a nossa gente num processo de educação cívica e moral, se não avançarmos para uma aprendizagem da nossa realidade e das novas realidades que avançam a cada instante no mundo actual, o lodaçal onde nos encontramos rasgar-se-á em fendas profundas e o nosso futuro deslizará até encontrar um salvador.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

ARRUMADORES



Esta classe de "trabalhadores" que prolifera nas nossas cidades remete-nos para um grave problema desta sociedade dita democrática : o medo. Quando saímos de automóvel, quer para os respectivos empregos quer para um passeio ou até para tratar de um vulgar assunto e quando chegamos ao nosso destino e temos que arrumar a viatura somos confrontados com três situações: ou a rua não tem parquímetro e logo vem o solícito arrumador, pedrado da noite anterior, desgrenhado e sujo, de mão estendida para a exigida moedinha ou a rua tem parquímetro e nós cumpridores, com medo da polícia (que devia estar a fazer outras coisas que não a multar) vamos logo tirar a senha e colocá-la na viatura ou a rua tem parquímetro e nós cumpridores pagamos tendo depois à perna o tal solícito arrumador a cravar um dinheirito para o pequeno almoço que muitas vezes se reverte injectável lá para o fim do dia. E nestas três situações estamos a conviver com o medo. Medo que nos assaltem, medo que nos belisquem o carro, medo que a polícia nos multe, num espaço que é nosso e que as autarquias deviam preservar para a higiene e saúde pública dos seus munícipes. Vivemos em "democracia" mas com medos, estes e outros que mais para diante aflorarei. Arrumadores? não obrigado. Queremos as cidades limpas de viaturas, de poluição, de gente que não presta. O país precisa de quem trabalhe a sério, pois então em vez de se importar gente mal qualificada e sem destino, encaminhem esta classe para trabalho profícuo. Viver assim nesta "democracia", não!
NOVO LIVRO



Vai ser lançado pela Editora Indícios de Oiro, no dia 29 de Novembro, Quarta-Feira, pelas 18 horas e 30 minutos no Museu da Cidade ao Campo Grande, o meu novo livro "Éramos Todos Bons Rapazes" relatando histórias de guerra.
SEGURANÇA SOCIAL (?)


Foi hoje assinado com pompa e circunstância, no Centro Cultural de Belém, as novas directrizes para a segurança social. As entidades patronais, os empresários, a União geral de Trabalhadores (e não fossem chuchas) assinaram (de cruz?) esta nova ordem social. Apenas a CGTP ficou de fora alegando que os custos deste novo "produto" são de 99% para os trabalhadores e 1% para as entidades patronais. Dando de barato esta afirmação (por vir de quem vem) e fazendo um gordo desconto a tais palavras está-se mesmo a ver que não há segurança social mas sim "insegurança total".
EÇA OUTRA VEZ



Não resisto a retirar de um dos textos anteriores esta frase de Eça de Queiroz no livro "os Maias":
Este país é uma choldra!